Analista indica por que meios de guerra eletrônica dos EUA são inferiores aos russos

© Sputnik / Pavel Lisitsyn / Abrir o banco de imagensMódulo multifuncional de interferência Krasukha 4 durante os exercícios na região de Sverdlovsk, Rússia (foto de arquivo)
Módulo multifuncional de interferência Krasukha 4 durante os exercícios na região de Sverdlovsk, Rússia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A mídia norte-americana comunicou sobre os planos dos EUA de criarem análogos dos sistemas russos de guerra eletrônica. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista militar Viktor Murakhovsky explicou o porquê do atraso dos meios de guerra eletrônica norte-americanos em relação aos russos.

Em breve as Forças Armadas dos EUA adotarão sistemas móveis de guerra eletrônica EWTV (Electronic Warfare Tactical Vehicle), informou a edição Breaking Defense. Trata-se de um veículo de transporte blindado International MaxxPro dotado do sistema de guerra eletrônica Crew Duke.

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Segundo seus desenvolvedores, o veículo é capaz de detectar e interferir nas redes de comunicação das tropas do inimigo em amplas faixas de frequência, bem como enganar e iludir o adversário, emitindo seu próprio sinal de rádio.

Contudo, o novo sistema é inferior aos análogos russos de meios móveis de guerra eletrônica testados na Síria, escreveu a edição. De acordo com ela, na República Árabe as tropas russas utilizaram os seguintes sistemas de guerra eletrônica: Leer-3, Krasukha, Moskva-1, Zoopark-1 e Garmon.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Viktor Murakhovsky comentou a matéria da Breaking Defense.

"É um fato bem conhecido que os EUA estão atrasados no que se refere ao nível de desenvolvimento de meios de guerra eletrônica, o que inclusive foi admitido em documentos das Forças Armadas dos EUA", recordou o especialista.

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"Analistas norte-americanos acreditam que [os EUA] apostaram na supremacia em meios de fogo, bem como em sistemas automatizados de controle de tropas. A principal atenção foi dada aos meios de vigilância ótica e eletrônica, ou seja, eles [norte-americanos] não acharam muito necessário trabalhar na área dos meios de supressão de sistemas radioeletrônicos do adversário", assinalou Viktor Murakhovsky.

"Sendo assim, não houve uma demanda tão grande por estes meios, e por isso os trabalhos nessa direção também não têm sido suficientes", concluiu o analista.

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