Irã não vê motivo para encontro entre Rouhani e Trump após saída dos EUA de acordo nuclear

© REUTERS / Lucas JacksonO presidente iraniano, Hassan Rouhani, fala em uma coletiva de imprensa perto da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, 2016 (arquivo)
O presidente iraniano, Hassan Rouhani, fala em uma coletiva de imprensa perto da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, 2016 (arquivo) - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse não ver motivo para uma reunião entre o presidente iraniano, Hassan Rouhani, e seu colega norte-americano, Donald Trump, após a decisão americana de deixar o acordo nuclear.

"Não depois do enorme progresso anterior que fizemos ter sido descartado… O acordo anterior foi para nós o teste decisivo para saber se podemos confiar nos Estados Unidos ou não", disse Zarif à emissora da CNN, respondendo à pergunta se Rouhani deveria se encontrar com o Trump.

Presidente dos EUA, Donald Trump - Sputnik Brasil
Trump: 'Qualquer um que tenha negócio com Irã, não o terá com EUA'
O ministro das Relações Exteriores do Irã apontou que dependeria de Trump sinalizar disposição para assinar o novo acordo com os Estados Unidos.

"Depende do presidente Trump — se ele quer nos fazer acreditar que ele é um parceiro confiável. Agora, se passarmos tempo com ele e ele assina outro acordo, quanto tempo vai durar? Até o final do seu governo?", questionou Zarif.

Ele ressaltou que anos de pressão econômica externa tornaram o povo iraniano resistente a sanções, que sob qualquer circunstância prejudicarão a economia iraniana.

"As sanções dos EUA sempre causam dano. O que está doendo, no entanto, são as pessoas que querem comprar medicamentos. Pessoas que querem comprar comida", acrescentou Zarif.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante uma reunião dos líderes do Partido Republicano (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
Trump provoca crise na Europa por causa do Irã?
No mês passado, Trump disse que estaria disposto a encontrar Rouhani sem condições prévias para discutir como melhorar as relações. Altos funcionários iranianos e comandantes militares rejeitaram a oferta, classificando-as como sem valor e "um sonho" e apontando que as palavras do presidente não condizem com suas ações.

A segunda onda de sanções restabelecidas pelos EUA, que prejudicará a indústria de petróleo e gás no Irã, o setor de energia e as transações com o Banco Central iraniano, está prevista para novembro.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала