Governo italiano fará auditoria do operador da ponte que desmoronou em Gênova

© AFP 2022 / Valery HACHE Escombros da ponte Morandi, que desabou nesta terça-feira, 14, na cidade italiana de Gênova
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O ministério dos Transportes disse em um comunicado que a Autostrade per l'Italia, que opera a maior parte das rodovias de pedágio do país, está sendo pressionada para restaurar a ponte que desabou em Gênova.

A empresa também foi instruída a reparar o viaduto em colapso "em um período limitado de tempo" e advertiu que, em caso de falha, seria considerado uma violação do contrato de concessão com as autoridades.

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Uma comissão especial foi criada no início do dia para investigar o desastre de terça-feira, no qual uma seção de 80 metros da ponte desmoronou, levando consigo mais de 30 carros. Pelo menos 38 pessoas morreram e um número desconhecido está desaparecido.

A ponte desmoronou durante uma tempestade na terça-feira por volta das 11 horas locais. Uma seção da ponte caiu de uma altura de 100 metros sobre armazéns, trilhos e um rio.

O governo italiano, desde então, impôs um estado de emergência de um ano na região da Ligúria, onde a ponte está localizada, e alocou 5 milhões de euros para gerenciar as conseqüências do incidente.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, culpou a empresa Autostrade per l'Italia na quarta-feira, dizendo que a concessão da empresa deveria ser revogada.

O funeral de Estado das vítimas será realizado em Gênova no sábado. Nesse dia, luto nacional será declarado na Itália.

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