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Oito adolescentes brasileiros permanecem detidos em centros de imigrantes ilegais nos EUA

© REUTERS / Mike Blake Crianças imigrantes conduzidas por funcionários em fila indiana em um cento de detenção perto da fronteira mexicana em Tornillo, Texas, EUA.
Crianças imigrantes conduzidas por funcionários em fila indiana em um cento de detenção perto da fronteira mexicana em Tornillo, Texas, EUA. - Sputnik Brasil
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50 crianças brasileiras foram reunidas com as família após serem levadas a abrigos por entrarem ilegalmente nos EUA. Ainda restam oito menores adolescentes que permanecem no limbo legal por não se enquadrem na ordem que determina a reintegração. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Marcelo Chalreo falou à Sputnik sobre o tema.

Como não são crianças, os adolescentes se enquadrariam na lei de migração dos EUA, não da de tolerância zero que determinava a separação familiar. O Itamaraty concentra esforços para mediar a situação e diz que os adolescentes estão em abrigos em Nova York, Illinois, Texas e Arizona.

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Comentando a situação à Sputnik Brasil, Marcelo Chalreo reconhece não se tratar exatamente da mesma questão das crianças separadas dos pais, mas vê paralelo entre as duas ocorrências: o que chama de "tratamento odioso" dispensado pelas autoridades americanas a imigrantes.

"Adolescentes ainda não atingiram a maioridade civil e penal, o fundo da questão é o mesmo: o tratamento odioso, discriminatório no qual os Estados Unidos — que é um país essencialmente composto de imigrantes está tratando estes adolescentes do Brasil e de outros países", avalia.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ criticou o Itamaraty por não ter contratado um escritório de advocacia local, especializado em imigração para tratar deste assunto, Chalreo classificou a recusa de uma "falha terrível da diplomacia brasileira, dificultando o repatriamento". Mesmo assim, manifestou esperança que a pressão exercida por organizações internacionais surta efeito em breve, possibilitando o retorno dos adolescentes brasileiros.

"Muitas organizações, inclusive a que eu faço parte, a Associação Americana de Juristas têm pressionado o governo Trump a agir com rapidez com a liberação destes adolescentes. A Ordem dos Advogados do Brasil tem feito sugestões permanentes à diplomacia brasileira no sentido de abreviar o retorno destes adolescentes ao nosso país", declarou.

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De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, há ainda um total de  cerca de 700 menores — os oito adolescentes brasileiros inclusos — abrigados nos EUA, filhos de imigrantes ilegais no país. Os dados, porém, são sigilosos e não revelados a outras autoridades diplomáticas. No auge da medida, os Estados Unidos chegaram a registrar 2.300 menores desabrigados.

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