Especialista indica Colômbia como provável organizador de atentado contra Maduro

© AP Photo / XinhuaForças de segurança rodeiam o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante o atentado em Caracas em 4 de agosto
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As acusações contra a Colômbia em relação ao planejamento do atentado contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, podem ter fundamento, pois no território colombiano estão concentradas as forças de oposição ao sucessor de Chávez, enquanto a variante de encenação é pouco provável, acredita um especialista russo.

Neste domingo (5), o ministro das Comunicações da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que vários veículos aéreos não tripulados com explosivos tinham sido dirigidos até a tribuna na Avenida Bolívar, onde Maduro estava discursando durante uma parada militar.

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De acordo com o titular da pasta venezuelano, foram feridos sete agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), enquanto o próprio presidente não foi afetado. Mais tarde, Maduro afirmou que uma parte dos organizadores do atentado já tinha sido detida e acusou as forças de direita com o apoio do presidente colombiano Juan Manuel Santos e inimigos na Flórida, EUA, de terem planejado o ataque.

A chancelaria colombiana, por sua vez, emitiu um comunicado em que refutou o envolvimento de Bogotá no incidente.

De acordo com o especialista do Instituto de Estudos Estratégicos da Rússia, Dmitry Burykh, o atentado poderia ter sido efetuado "pelos adversários de Maduro que não foram capazes de garantir a chegada do seu candidato no poder".

Em opinião do analista, as acusações contra a Colômbia não surgem por acaso.

"As acusações de Maduro, provavelmente, têm certos fundamentos", disse ele em um comentário para a Sputnik.

"Recentemente, a Colômbia tem sido um forte e confiável aliado dos EUA, há pouco ela se tornou em um aliado da OTAN, lá se realiza uma série de manobras, inclusive de designação especial. Para mim, a Colômbia gradualmente se converte, tal como em certa época Miami e a Flórida se converteram no centro anti-Castro, anti-cubano, […] em um centro anti-Maduro onde se concentram as forças opositoras a Maduro", explicou Burykh.

O especialista chamou de "pouco provável" a variante de encenação do atentado.

"Isto não é muito parecido com o estilo político latino-americano, sem falar do venezuelano", recordando o ataque dos militares contra o parlamento que se deu um ano atrás.

Mais cedo, foi comunicado que o ataque tinha sido reivindicado pelo autodenominado grupo clandestino "Movimiento Nacional Soldados de Franelas", que se posiciona como a união de forças de resistência a nível nacional. As autoridades venezuelanas ainda não comentaram a declaração.

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