Polêmica: líder da direita alemã chama de 'traidor' nazista que tentou matar Hitler

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Um líder local do partido da direita alemã Alternativa para a Alemanha (AfD) foi criticado nas redes sociais - e por seu próprio partido - depois de chamar Claus von Stauffenberg, um homem que liderou um plano para assassinar Adolf Hitler, de "covarde" e "traidor".

Von Stauffenberg liderou um grupo de oficiais da Wehrmacht em uma tentativa frustrada de matar Hitler, no final de julho de 1944, durante a Operação Valquíria. Ele foi executado por um pelotão de fuzilamento após a tentativa fracassada. Na Alemanha moderna, muitos consideram Von Stauffenberg, uma das figuras centrais da resistência alemã, um herói.

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No entanto, Lars Steinke, chefe da ala jovem da AfD na Baixa Saxônia, rebateu essa opinião em uma declaração contundente, dizendo que o oficial nazista era "um inimigo da nação alemã" e seu "inimigo pessoal".

Durante uma discussão privada no Facebook, citada pela mídia local, Steinke sugeriu que a ação de Von Stauffenberg na verdade representava "uma tentativa vergonhosa de um covarde" que "queria salvar sua própria pele diante dos vencedores".

Duplicando nisso, o político afirmou: "Stauffenberg era um traidor que estava pronto para sacrificar milhões de vidas sem nenhum benefício notável para a nação alemã".

Steinke argumentou que a guerra não era contra Hitler, mas contra a Alemanha. Assim, "eliminar" o líder nazista não teria parado o derramamento de sangue. Ele até alegou que as consequências de um assassinato bem-sucedido de Hitler teriam sido ainda mais graves do que o que aconteceu.

O político causou um alvoroço nas mídias sociais, mesmo entre seus próprios membros do partido. De acordo com o porta-voz federal da AfD, Joerg Meuthen, os comentários de Steinke eram "completamente inaceitáveis" e "revelam uma compreensão absurda da história e não têm absolutamente nenhum lugar" na sigla. O político prometeu que o conselho federal da AfD vai debater o assunto na próxima semana.

O co-líder da AfD, Alexander Gauland, foi ainda mais longe, chamando as afirmações de Steinke de "bobagem sem fundo". "Stauffenberg é um herói da história alemã. Steinke se desqualificou da AfD. Ele deveria ser excluído", observou Gauland.

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Steinke, em seguida, foi ao Facebook para pedir desculpas por sua explosão, dizendo que suas declarações "eram muito duras e agressivas", prometendo não escrever essas coisas novamente. "Eu gostaria de enfatizar que eu não queria atacar a resistência contra Adolf Hitler", declarou.

No entanto, suas desculpas não puderam conter a tempestade de comentários negativos nas mídias sociais. "O objetivo de Von Stauffenberg era que pessoas como você não tivessem lugar no cenário político", escreveu uma pessoa.

A página de Steinke no Facebook estava repleta de comentários furiosos, incluindo palavras e frases como "vergonha", "você deveria pensar, depois escrever" e "você deveria renunciar imediatamente".

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