Marinha iraniana concentra-se à entrada do golfo Pérsico 'sob vigilância atenta dos EUA'

© AFP 2022 / Ebrahim Noroozi / JamejamonlineUm navio iraniano lança míssil no estreito de Ormuz
Um navio iraniano lança míssil no estreito de Ormuz - Sputnik Brasil
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Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica parece estar se preparando para exibir sua força no estreito de Ormuz, a única saída do golfo Pérsico ao mar alto, demonstrando sua capacidade para fechar essa via marítima estrategicamente importante.

Nesta quarta-feira, o Comando Central dos Estados Unidos escreveu no Twitter que as forças norte-americanas estão observando com atenção o desenvolvimento da situação, sendo os exercícios iranianos esperados nas próximas 48 horas.

"Nós estamos cientes da intensificação das operações da Marinha iraniana no golfo Árabe, estreito de Ormuz e golfo de Omã… Estamos monitorando isso atentamente e vamos continuar a trabalhar com os nossos parceiros para assegurar a liberdade de navegação e o livre fluxo do comércio nas vias marítimas internacionais. Além disso, continuamos a apelar para que todas as marinhas respeitem os costumes, procedimentos e leis marítimos internacionais", dizem os tweets do porta-voz do CENTCOM capitão Bill Urban.

O estreito de Ormuz é uma via de comércio vital que representa 20 por cento da passagem do petróleo bruto por mar.

Apesar de o Irão ter fronteira com o estreito, o país não o controla totalmente, porque metade é reclamada pelo Omã. Ambos os países têm declarado seu direito de bloquear a entrada a navios de guerra, cuja passagem pelo estreito eles não considerem "passagem inocente". Além disso, o Irão efetua anualmente manobras no estreito.

Os funcionários norte-americanos indicaram que não estão observando sinais hostis da parte dos iranianos, mas se mantêm em estado de alerta por causa das recentes declarações hostis do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica e dos exercícios antecipados que habitualmente se realizam em janeiro ou fevereiro.

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Nos últimos tempos a guerra verbal entre o Irã e os EUA tem estado bem ruim. No dia 22 de julho, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse que "a América devia saber que a paz com o Irã é a mãe de todas as pazes e a guerra com o Irã é a mãe de todas as guerras". O presidente norte-americano, Donald Trump, respondeu por sua vez que o Irã iria sofrer consequências como poucos sofreram antes.

Apesar de o Irã ter anunciado sua intenção em bloquear essa via marítima no caso de a administração de Trump fazer avançar o plano de impor sanções contra os países que compram petróleo iraniano, o pacote de sansões econômicas que deverá entrar em vigor no dia 6 de agosto não inclui produtos petrolíferos iranianos, apenas exportação de metais, venda de automóveis e financiamento da dívida. As sanções norte-americanas contra os compradores do petróleo iraniano não devem entrar em vigor até novembro.

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