Inteligência dos EUA contraria Trump e diz que Rússia segue interferindo nas eleições

© REUTERS / Grigory DukorPresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa com seu homólogo russo, Vladimir Putin
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa com seu homólogo russo, Vladimir Putin - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
O governo dos Estados Unidos acusou a Rússia nesta quinta-feira de realizar uma campanha "difundida" para influenciar a opinião pública e as eleições, em um alerta apenas alguns meses antes das eleições legislativas cruciais para Washington.

"Continuamos a ver uma campanha de mensagens difundidas da Rússia para tentar enfraquecer e dividir os Estados Unidos", disse Dan Coats, diretor de inteligência nacional, em entrevista coletiva na Casa Branca.

O ex-diretor do FBI Robert Mueller, o conselheiro especial sondando a interferência russa na eleição de 2016, deixa o Capitólio após uma reunião a portas fechadas em Washington. (Arquivo) - Sputnik Brasil
Mueller quer questionar Donald Trump sobre obstrução da justiça

Uma série de altos funcionários dos EUA, incluindo Coats, o diretor do FBI, Christopher Wray, e a chefe da Segurança Interna, Kirstjen Nielsen, prometeram investigar e processar aqueles que estavam tentando influenciar a opinião dos EUA ou fazer o que Wray descreveu como "guerra de informação".

"Nossa própria democracia está na mira", pontuou Nielsen em um aviso excepcionalmente severo.

"Esta não é apenas uma ameaça do ciclo eleitoral", disse Wray. "Nossos adversários estão tentando minar nosso país de forma persistente e regular, seja na temporada eleitoral ou não".

Coats apontou a culpa no Kremlin: "A Rússia tem usado inúmeras maneiras pelas quais eles querem influenciar […] através da mídia, mídia social, através de robôs, através de atores que eles contratam, através de proxies".

Os comentários vieram em contraste com as posições do presidente Donald Trump, mas os dois homens rejeitaram as sugestões de que o presidente — que repetidamente negou que a Rússia decidisse inclinar a eleição a seu favor — não está levando a questão a sério.

Em uma carta ao Congresso, o conselheiro de segurança nacional John Bolton disse que o governo tomou "uma ação histórica ampla" para impedir a ameaça.

O presidente dos EUA, Donald Trump, refere-se a mudanças de temperatura ao anunciar sua decisão de que os Estados Unidos se retirarão do marco do Acordo Climático de Paris - Sputnik Brasil
Trump sobre investigação relativa à Rússia: 'Colusão não é crime'

Trump ponderou aliviar as sanções contra Moscou, realizou reuniões calorosas com o presidente russo, Vladimir Putin, e se recusou a criticá-lo sobre a interferência nas eleições de 2016.

Ele também pediu repetidamente o fim da investigação sobre a interferência de Moscou, que já foi acusada por mais de 20 russos.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала