Assad: Capacetes Brancos que se recusam a depor armas serão eliminados como terroristas

© AP Photo / Página do Facebook da Presidência da SíriaO presidente sírio Bashar Assad durante um discurso em frente dos diplomatas, em 20 de agosto de 2017
O presidente sírio Bashar Assad durante um discurso em frente dos diplomatas, em 20 de agosto de 2017 - Sputnik Brasil
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As declarações do presidente acontecem em meio à evacuação contínua de centenas de membros do controverso grupo, que Damasco considera um braço da Al-Qaeda na Síria.

Falando à imprensa russa nesta quinta-feira, Bashar Assad reiterou sua posição de que os Capacetes Brancos não eram um grupo de resgate, mas sim uma cobertura para os militantes da Frente al-Nusra.

Assad disse que os líderes do grupo já fugiram da Síria, com o restante ficando para trás sob o disfarce de civis e se escondendo em Idlib, controlada por militantes terroristas.

"Eles fugiram da Síria, mas na verdade não fugiram — foram evacuados por Israel, pela Jordânia e pelas potências ocidentais", disse Assad.

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Segundo o presidente, todos os Capacetes Brancos que recusarem a anistia serão eliminados. "O destino dos Capacetes Brancos será o mesmo de qualquer terrorista. Eles têm dois caminhos: ou entregam as armas e aproveitam a anistia… ou serão eliminados, como outros terroristas", disse ele.

Comentando as prioridades dos militares sírios, Assad considerou a libertação da província de Idlib uma das principais direções, mas não a única. "Hoje Idlib é nosso objetivo, mas não apenas Idlib. Hoje, é claro, há territórios na parte leste da Síria que são controlados por vários grupos. Alguns são mantidos por Daesh (esses são pequenos bolsões), assim como Frente al-Nusra e outras formações extremistas. Portanto, estaremos nos movendo para essas regiões. As forças armadas determinarão as prioridades, e Idlib é uma delas", disse Assad.

Assad comparou a situação atual em seu país com a da Frente Oriental da Segunda Guerra Mundial. Cercado por parentes de militares russos que morreram lutando contra os jihadistas na Síria, o presidente sírio disse que as ações bárbaras dos nazistas eram comparáveis ​​às dos terroristas de hoje.

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