Da guerra comercial à guerra atômica? China avalia seu arsenal nuclear

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Depois da recente cúpula entre o presidente norte-americano Donald Trump e seu homólogo russo Vladimir Putin, as mídias governamentais chinesas chegaram à conclusão de que o líder dos EUA se mostrou mais discreto com Putin por a Rússia ser uma potência nuclear.

Em particular, o diário Global Times assinalou na sua publicação que o presidente dos EUA dá uma grande importância à força militar, especialmente ao arsenal nuclear.

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Além disso, exercendo a China uma "influência global", o país corre mais riscos do que um Estado pequeno, e é por isso que é necessário reconsiderar o que é "suficiente" no campo das armas nucleares.

A razão da preocupação dos autores é que, neste momento, o "poder nuclear da China está longe de ser suficiente", podendo a guerra comercial ser somente o início de algo mais grave.

"As tensões entre as nações se podem vir a estender a outras áreas. Cremos que neste processo a Casa Branca continuará nos avaliando, incluindo o arsenal nuclear chinês", destacaram.

Consequentemente, o país asiático deveria reforçar o seu ponto fraco: a força militar, especialmente o seu poderio nuclear, que não se iguala ao dos EUA, concluem os autores.

Conforme o artigo, as armas nucleares da China não só têm que garantir um ataque de resposta, mas também que dissuadir outras potências para que "não se atrevam a intimidar a China militarmente".

"Basta ver a atitude agressiva dos EUA no Mar do Sul da China e na questão de Taiwan para saber que o poder nuclear da China está longe de ser suficiente", explica o artigo.

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De acordo com os autores, o mais provável é que a "arrogância estratégica" dos EUA se deva ao seu domínio nuclear. Por isso, temem que Washington possa converter essa arrogância em uma provocação militar com graves repercussões para a China.

Devido a isso, foi determinado que o desenvolvimento das armas nucleares deveria estar entre as prioridades da China para defender os seus interesses internacionais.

Pequim insiste que Washington deixe de manter contatos oficiais com Taipé para não afetar as relações sino-americanas, não minar a paz nem a estabilidade no estreito de Taiwan.

As relações oficiais entre o governo chinês e Taiwan foram interrompidas em 1949, quando o movimento nacionalista Kuomintang ocupou a ilha depois de ser derrotado pelo Partido Comunista da China durante a guerra civil.

Os laços entre ambos os territórios chineses só foram restabelecidos a nível empresarial e informal nos finais da década de 1980, mas não há contatos oficiais entre as autoridades.

Pequim considera Taiwan como uma província rebelde e se recusa a ter relações diplomáticas com qualquer país que as mantenha com Taipé.

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