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Como será o próximo satélite angolano construído com ajuda da Rússia?

© AP Photo / AP/RoscosmosLançamento do satélite Angosat-1 do cosmódromo de Baikonur, 26 de dezembro de 2017
Lançamento do satélite Angosat-1 do cosmódromo de Baikonur, 26 de dezembro de 2017 - Sputnik Brasil
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AngoSat-1, o satélite do projeto conjunto entre a Rússia e Angola, foi lançado nos finais de dezembro de 2017. Após o satélite ter sido colocado em órbita, o contato com o aparelho se perdeu, foi reestabelecido por um período curto, e se perdeu novamente. Atualmente o satélite se encontra em órbita.

Falando com a Sputnik Brasil, o embaixador da Federação da Rússia na República de Angola, Vladimir Tararov, falou sobre o objetivo da cooperação com Angola na área espacial, comentou o caso do AngoSat-1 e revelou alguns detalhes e esperanças quanto ao próximo satélite angolano.

"Desde o início que se tratava de um projeto realmente em grande escala, nos propusemos realizar este projeto dada a sua importância regional, que podia unir não apenas toda a região, mas de fato toda a África no início da cooperação espacial", explicou o embaixador à Sputnik.

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No âmbito do projeto estava prevista, além do lançamento de um satélite, a criação de uma infraestrutura terrestre e a preparação de especialistas capazes de trabalhar nessa estrutura. Esse complexo de alta tecnologia foi erguido perto de Luanda, em Funda.

"Lá foram implementadas as tecnologias mais avançadas. A prova que esta é uma instalação muito eficaz é a seguinte: quando foi lançado o AngoSat-1, ele começou a emitir sinais, e foi perto de Luanda que o sinal foi recebido pela primeira vez. Já depois, em Korolev [Rússia] começaram a coordenar a sua entrada em órbita", disse.

As dificuldades que apareceram durante o projeto estavam também ligadas às sanções, no entanto, elas foram superadas e foi criada uma grande infraestrutura que pode controlar todo tipo de satélites, além disso, foram preparados especialistas de grande profissionalismo que sabem como tudo funciona. O satélite lançado teve importância para telecomunicação e ligação telefônica não apenas em Angola, mas também em outros países, já que cobria um território desde a África do Sul à Itália.

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A falha que ocorreu com o AngoSat-1 tem a ver com o fato de que na sua construção foram usados equipamentos de vários países e, depois da entrada em órbita, aconteceu uma falha no sistema de alimentação, e por isso o satélite deixou de ser capaz de enviar o sinal para Terra e de funcionar como era esperado, esclareceu Vladimir Tararov à Sputnik Brasil.

Quanto à futura cooperação nesta área, o embaixador destacou que em 24 de abril de 2018 foi assinado o acordo, e a partir de 25 de abril começou a construção de um novo satélite.

Novo satélite será 200 kg mais pesado que o anterior. Isso significa que terá mais 200 kg de aparelhos. Está previsto que, além das frequências programadas antes, ele terá novas que fornecerão Internet de banda larga de alta velocidade e grande qualidade, algo muito importante para Angola, revelou o embaixador da Rússia nesse país, acrescentando que a construção será completada em três anos.

"Durante esse tempo vamos construir um satélite novo, mais aperfeiçoado e o colocaremos em órbita. Depois de ele entrar em órbita, vamos ajustá-lo. E, seis meses depois, tal como isso funciona habitualmente, vamos entregá-lo à parte angolana para que eles, já usando as suas estruturas, possam controlar todos esses aparelhos", explicou.

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Em conclusão, Vladimir Tararov sublinhou que com ajuda da Rússia, Angola vai crescer e desenvolver-se. A cooperação entre ambos os países nesta área está funcionando e dando resultados. No início de agosto, o ministro angolano das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, visitará Moscou para conhecer as pessoas responsáveis pelo desenvolvimento destes projetos para que "não possamos baixar, reduzir a velocidade da nossa cooperação na área espacial", resumiu o embaixador.

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