Irã adverte EUA contra o bloqueio de petróleo e diz querer restaurar relações com sauditas

© AFP 2022 / HENGHAMEH FAHIMIAn Iranian water storage tanker sails off the coast of Qeshm Island in the Strait of Hormuz, one of the world's most important waterways (File)
An Iranian water storage tanker sails off the coast of Qeshm Island in the Strait of Hormuz, one of the world's most important waterways (File) - Sputnik Brasil
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Os Estados Unidos prometeram impor as "mais severas sanções de todos os tempos" ao Irã, buscando restringir seu comércio de petróleo em resposta ao suposto desenvolvimento do programa de armas nucleares iraniano.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, alertou os EUA contra a tentativa de deter o comércio de petróleo de Teerã, informou a Agência de Notícias da República Islâmica. Ele acrescentou que o Irã tem meios além do Estreito de Ormuz, através dos quais enviar petróleo caso as exportações sejam bloqueadas.

"Sr. Trump! Somos os homens honestos que ao longo da história garantiram a segurança dos cursos de água desta região. Não brinque com a cauda do leão, isso trará arrependimento", disse Rouhani.

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O Estreito de Ormuz é uma saída do Golfo Pérsico que os produtores regionais de petróleo, incluindo a Arábia Saudita, usam para enviar petróleo ao redor do mundo.

As exportações iranianas de petróleo bruto despencaram após as sanções impostas ao país em 2012, limitando a produção de petróleo a 2,5 milhões de barris por dia (anteriormente eram 3,8 milhões). Quando o acordo nuclear iraniano foi alcançado em 2015 e as sanções foram suspensas, a produção de petróleo voltou aos níveis anteriores a 2012. Não está claro se a queda desta vez será tão significativa quanto anteriormente, já que os países da UE estão lutando para evitar participar do embargo dos EUA.

Relações com vizinhos regionais

Ao falar com representantes das missões diplomáticas estrangeiras do Irã, Rouhani declarou que Teerã quer restaurar boas relações com seus vizinhos, especificamente com a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. No entanto, ele observou que tal melhoria requer uma "mudança de ações".

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As relações entre o Irã e a Arábia Saudita se deterioraram depois da execução o clérigo xiita Nimr al-Nimr e 46 de seus seguidores em 2016, depois de ser considerado culpado de atividades extremistas. A execução provocou manifestações na maioria xiita do Irã, levando a embaixada saudita a ser saqueada e incendiada.

Riade rompeu relações diplomáticas com Teerã em resposta ao incidente, com o movimento sendo seguido por Bahrein, Sudão e Djibuti, enquanto os Emirados Árabes Unidos diminuíram suas relações diplomáticas com o Irã. Teerã nega relação com o ataque à embaixada e atribui a Riade restaurar as relações.

Outro obstáculo nas relações entre Teerã e Riade é a guerra no Iêmen, onde a coalizão liderada pela Arábia Saudita apoia o presidente do país, Abd Rabbuh Mansur Hadi e o Irã, os rebeldes. A Arábia Saudita alega que o Irã secretamente tem fornecido armas aos Houthis.

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