Trump e Putin não devem se encontrar até divulgarem detalhes de encontro, diz senador

© AP Photo / Dmitri LovetskyBonecas de madeira russos tradicionais chamadas Matryoshkas representando o presidente dos EUA, Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin à venda em uma loja de souvenirs em São Petersburgo, Rússia.
Bonecas de madeira russos tradicionais chamadas Matryoshkas representando o presidente dos EUA, Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin à venda em uma loja de souvenirs em São Petersburgo, Rússia. - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA, Donald Trump, não deve convidar o presidente russo Vladimir Putin para a Casa Branca até que os detalhes do encontro dos presidentes em Helsinque sejam divulgados, disse o líder da minoria do Senado dos EUA, Chuck Schumer. .

A porta-voz da Casa Branca Sarah Huckabee Sanders afirmou nesta quinta-feira (19) que Trump pediu ao conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, que convidasse Putin a visitar os Estados Unidos ainda este ano, e que as negociações já começaram.

"Até sabermos o que aconteceu naquela reunião de duas horas em Helsinque, o presidente não deveria ter mais interações individuais com Putin. Nos EUA, na Rússia ou em qualquer outro lugar", disse Schumer nesta quinta-feira (19).

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O anúncio foi feito depois que vários legisladores dos EUA exigiram que o governo fornecesse detalhes da conversa particular de Trump com Putin. O congressista democrata Adam Schiff apresentou uma moção para intimar o intérprete presente na reunião. A moção foi rejeitada pelos Republicanos da Câmara.

Trump e Putin se reuniram para a primeira cúpula oficial entre os líderes em Helsinque, na Finlândia, na segunda-feira (16). Os dois presidentes tiveram uma conversa particular e depois realizaram uma coletiva de imprensa conjunta na qual anunciaram ter discutido questões como a Síria, a Ucrânia e a suposta interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos EUA.

O desempenho de Trump durante a conferência de imprensa provocou uma reação negativa nos Estados Unidos, porque o presidente dos EUA parecia estar do lado da Rússia em relação à interferência eleitoral, segundo os críticos.

O presidente dos EUA, no entanto, mudou de postura no dia seguinte, e afirmou que errou ao afirmar que a Rússia não havia realizado interferência nas eleições presidenciais de 2016. Trump disse que continua confiante na avaliação da comunidade de inteligência dos EUA sobre o papel da Rússia nas eleições de 8 de novembro.

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