Israel aprova lei polêmica sobre 'Estado para nação judaica'

CC0 / pixabay / Estrela de Davi, símbolo da religião judaica
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O Parlamento de Israel aprovou uma lei que define o país como um "Estado para a nação judaica" e também declara que Jerusalém "inteira e unida" é a sua capital.

O projeto de lei rebaixa o árabe de idioma oficial para língua especial, apesar dos árabes constituírem aproximadamente 20% da população de Israel – 9 milhões de pessoas. 

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Respaldado pelo governo de direita do país, o projeto aclama que "Israel é a pátria histórica do povo judeu e tem direito exclusivo à autodeterminação nacional no país", informa a BBC.

O documento foi aprovado depois de uma complexa sessão no Knesset (Parlamento israelense), que durou mais de oito horas. Votaram 62 deputados a favor do projeto e 55 contra. 

O parlamentar árabe Ahmad Tibi disse que a aprovação da lei representava a "morte da democracia". E a organização não governamental Adalah, que trabalha na defesa dos direitos dos árabes em Israel, adverte que a lei é uma tentativa de promover a "superioridade étnica por meio da promoção de políticas racistas". 

Na semana passada, o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu defendeu a lei. 

"Continuaremos a garantir os direitos civis na democracia de Israel, mas a maioria também tem direitos e a maioria decide", enfatizou.

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