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Temer implanta clima de 'fim de feira' com privatização de 13 aeroportos, diz Emir Sader

© AP Photo / Eraldo Peres Henrique Meirelles e Michel Temer em evento em Brasília, maio de 2016.
Henrique Meirelles e Michel Temer em evento em Brasília, maio de 2016. - Sputnik Brasil
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A decisão do presidente Michel Temer (MDB) de privatizar 13 aeroportos cria um clima de "fim de feira" e também pode sinalizar um movimento político para beneficiar a futura candidatura de Henrique Meirelles. Esta é a avaliação do sociólogo Emir Sader em entrevista á Sputnik Brasil.

O Governo Federal pretende privatizar a gestão de 13 aeroportos nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. A previsão de Brasília é que os leilões acontecerão na primeira quinzena de dezembro.

Estão na lista os aeroportos de Maceió (AL), Bayeux (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Recife (PE), Várzea Grande (MT), Rondonópolis (MT), Sinop (MT), Alta Floresta (MT), Barra do Garças (MT), Vitória (ES) e Macaé (RJ). 

As vendas podem gerar uma receita de R$ 5 bilhões aos cofres públicos.

 "Temer está fazendo um favor ao grande empresariado ao colocar isso em prática no final do mandato, quando ele já não tem mais condições políticas de aprovar coisas no Congresso. É um final patético", diz Sader à Sputnik.

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O sociólogo acredita que "Temer passou a centrar a ação dele em uma espécia de fim de feira, de resto de panela, vendendo patrimônios" já que não conseguiu aprovar a reforma da previdência. 

Ele também não descarta a possibilidade das vendas serem um possível "favor" ao empresariado para beneficiar a possível candidatura do antigo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para o cargo de presidente da República.

"Qualquer candidato que tenha o selo do Governo está queimado, não tem perspectivas de obter popularidade. Mais ainda aquele que é responsável pelo núcleo fundamental do Governo, que é sua política econômica de ajustes fiscais e extinção dos direitos dos trabalhadores. Então é aquele que é mais diretamente responsável pelo pior desempenho do Governo, e parece uma atitude absurda, mas é uma atitude coerente de alguma forma porque não haveria mais intermediários. Quer dizer, os banqueiros passariam a governar diretamente o país", diz Sader.

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