EUA veem África como 'importante mercado futuro' e querem ampliar presença na região

© AP Photo / Jonathan ErnsO ex-secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, em coletiva com Moussa Faki, liderança da União Africana, na Etipopia, em março de 2018.
O ex-secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, em coletiva com Moussa Faki, liderança da União Africana,  na Etipopia, em março de 2018. - Sputnik Brasil
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Os Estados Unidos veem a África como um dos mercados futuros mais significativos do mundo e pretendem melhorar a cooperação com o continente, disse o vice-secretário de Estado dos EUA, John Sullivan, em discurso nesta quarta-feira (11).

"A África é um importante mercado do futuro", disse Sullivan na cerimônia de abertura do Fórum Econômico e Comercial EUA-África Subsaariana, em Washington. "Os Estados Unidos estão prontos para fazer parcerias com países africanos comprometidos com a redução de barreiras ao comércio e ao investimento", acrescentou.

Sullivan fez questão de ressaltar que cerca de metade do crescimento da população mundial ocorrerá na África até 2050, o que faz do continente um potencial mercado de trabalho e também de consumo. O vice-secretário de Estado aponta que tal desenvolvimento significa que a região terá cerca de 1,2 bilhão de novos consumidores nesse período.

África (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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Ele reconheceu que vários desafios ocorrerão ao longo das novas oportunidades econômicas, incluindo a questão da criação de empregos para um número crescente de pessoas.

Os Estados Unidos esperam reformas políticas que aumentem a abertura e a competitividade dentro da África, de acordo com Sullivan.

Segundo o Censo dos norte-americano, os Estados Unidos exportaram mais de US$ 33 bilhões em mercadorias para a África em 2017. Em janeiro-maio deste ano, as exportações para o mercado africano atingiram cerca de US$ 15 bilhões.

Os EUA têm perdido espaço para a China nas relações comerciais com a África. Os chineses são o maior parceiro comercial de uma série de países africanos, além de realizarem investimentos da infraestrutura africana.

Os dois países também têm bases militares na região, e disputam influência política na área.

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