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Muitos venezuelanos chegam ao Brasil desnutridos, diz médica que trabalhou na fronteira

© Foto / INSTITUTO DHARMA E OPERAÇÃO ACOLHIDA/DIVULGAÇÃOA médica brasileira Karina Oliani durante tratamento dado aos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil
A médica brasileira Karina Oliani durante tratamento dado aos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil - Sputnik Brasil
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Apenas no ano passado, aproximadamente 18 mil venezuelanos solicitaram refúgio ao governo brasileiro. Organizações de defesa de direitos de imigração dizem, no entanto, que esse número é ainda maior se levarmos em consideração o número de imigrantes que não entram com o requerimento para obter o status de refugiados.

Em entrevista à Sputnik Brasil, a médica Karina Oliani, coordenadora de saúde do Instituto Dharma, que estava na fronteira do Brasil com a Venezuela, afirmou que os venezuelanos chegam ao Brasil com a imunidade baixa devido principalmente à desnutrição.

"Eles estão desnutridos e mal nutridos, então muitas vezes a pessoa até tem o que comer, mas só come arroz ou só come batata, ela não tem uma fonte de vitaminas, uma fonte de proteína. Elas estão se alimentando de uma maneira muito básica e acabam chegando desnutridas", contou.

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Durante o tempo que passou no abrigo para refugiados, Karina Oliani disse que tratou dos mais variados de doenças. Desde malária, tuberculose, leishmaniose a até uma criança suspeita te ter pego sarampo. "Realmente tem essas doenças infectocontagiosas que estão presentes, mas a gente pegou também muitas doenças de infecção aérea superior, muita gripe, muitas infecções de pele, muitas micoses, bastante diarreia, esses são os casos principais que a gente atende com mais frequência, mas é claro que tem de tudo, desde impetigo a alguns casos de HIV".

Apesar de fazer parte do Instituto Dharma, a ajuda que Karina Oliani prestou aos venezuelanos que chegam ao Brasil só foi possível através da parceria com o Exército Brasileiro e a chamada Operação Acolhida, que dá apoio material com estruturas de abrigo e alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade.

"Graças a Operação Acolhida esses refugiados foram recebidos em abrigos que são cuidados pelas Forças Armadas, eles recebem comida diariamente e não estão passando mais fome", disse Karina.

A médica contou que o instituto realizou aproximadamente mil atendimentos médicos e odontológicos no período em que esteve lá.

© Foto / INSTITUTO DHARMA E OPERAÇÃO ACOLHIDA / DIVULGAÇÃOParceria entre as Forças Armadas e o Instituto Dharma no atendimento aos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil
Parceria entre as Forças Armadas e o Instituto Dharma no atendimento aos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil - Sputnik Brasil
Parceria entre as Forças Armadas e o Instituto Dharma no atendimento aos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil

"A gente viu que a demanda é enorme e a necessidade vai continuar existindo, estamos estudando a possibilidade de voltar para lá daqui a um mês", disse.

Antes disso, Karina Olliani vai atuar na Tanzânia e depois, em setembro, pretende voltar a Roraima. O Instituto Dharma aceita a inscrição de voluntários que desejam trabalhar com populações em situação de vulnerabilidade. A inscrição pode ser feita através deste link.

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