EUA decidiram não adotar plano que poderia cortar de vez produção de heroína pelo Talibã

© AP Photo / Massoud HossainiUm afegão prepara-se para incendiar ópio e narcóticos durante uma cerimônia de queima de drogas na periferia de Cabul, Afeganistão (foto de arquivo)
Um afegão prepara-se para incendiar ópio e narcóticos durante uma cerimônia de queima de drogas na periferia de Cabul, Afeganistão (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Em 2013, autoridades dos EUA apresentaram ao ex-presidente Barack Obama um plano detalhado para combater o narcotráfico no Afeganistão, mas a então vice-chefe de missão do governo em Cabul, Tina Kaidanow, ordenou que não se adotasse a estratégia citando preocupações políticas.

De acordo com uma investigação do portal Politico divulgada no domingo, o plano, apelidado de Operação Reciprocidade, estipulou o uso de tribunais norte-americanos para processar comandantes do Talibã e seus traficantes aliados no Afeganistão. O grupo e aliados são responsáveis por mais de 90% da heroína do mundo.

Bombardeiros B-2 Spirit, B-1B e B-52 sobrevoando Afeganistão (foto do arquivo) - Sputnik Brasil
EUA atacam produção de drogas do Talibã no Afeganistão
O plano, proposto pela Agência de Combate às Drogas (DEA) e assessores jurídicos do Departamento de Justiça visava deter a disseminação de drogas em todo o mundo e cortar essa fonte de financiamento para os talibãs.

Kaidanow justificou a decisão justificando preocupações com "a estratégia mais ampla dos EUA no Afeganistão".

"Essa foi a ferramenta mais eficaz e sustentável que tivemos para interromper e desmantelar as organizações afegãs de tráfico de drogas e separá-las dos talibãs. Mas ela está adormecida, enterrada em uma obscura sala de arquivos, quase esquecida", disse Michael Marsac, o principal autor do plano e então diretor regional da DEA para o Sudoeste da Ásia.

Os autores da Operação Reciprocidade também disseram acreditar que a verdadeira razão pela qual o plano foi arquivado era a preocupação em minar os esforços do governo Obama de envolver o Talibã nas negociações de paz. Os críticos da decisão esperam que o governo Donald Trump reconsidere e reative a Operação Reciprocidade, acrescentou o veículo.

O Afeganistão sofre há décadas de uma situação política, social e de segurança instável devido à atividade de vários grupos terroristas e radicais, incluindo o Talibã. Em 2001, os Estados Unidos invadiram o país para retirar o grupo do controle governamental afegão.

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