Boatos espalhados no WhatsApp incitam linchamentos de inocentes na Índia

© Fernanda Carvalho/ Fotos PublicasWhatsApp
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Autoridades indianas estão se empenhando para combater uma onda de assassinatos relacionados a boatos que circulam no aplicativo de mensagens WhatsApp, informa o The Hindustan Times.

Segundo o jornal, várias pessoas foram linchadas em casos que aconteceram no estado indiano de Maharashtra durante o último mês. Os linchamentos aconteceram depois que vídeos dos supostos sequestradores de crianças, que aparentemente atuavam na região, foram disseminados. No último incidente, cinco pessoas foram assassinadas no distrito de Dhule, no domingo passado (1°).

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As cinco vítimas são do sexo masculino. Eles desceram de um ônibus e conversaram com uma menina, quando foram cercados e espancados até a morte por uma multidão de cerca de 35 pessoas, incluindo crianças, reporta o The Guardian. A multidão também entrou em confronto com a polícia e pelo menos quatro policiais ficaram feridos. No total, 23 pessoas foram presas e estão sob custódia.

Um dos vídeos, que pode ter sido o provedor de pânico na região, mostra uma criança que é aparentemente raptada em uma rua do sul da Ásia por dois homens em uma motocicleta. Na verdade, a gravação faz parte de uma campanha paquistanesa de segurança infantil e a versão, que circula no WhatsApp, omite uma cena fineal em que a criança é devolvida a seus pais.

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A mídia e as autoridades alertam que mensagens falsas estão se espalhando por toda a Índia e que os homens que foram espancados e assassinados eram inocentes.

Por sua vez, o WhatsApp afirma que está limitado no que se refere a deter a propagação de boatos prejudiciais sem comprometer a natureza criptografada do aplicativo. No entanto, a empresa introduziu uma função para administradores de conversas em grupo que permite restringir e selecionar quem tem a capacidade de postar mensagens no grupo. Essa função foi introduzida na semana passada.

As autoridades indianas pediram às pessoas que não imponham a lei por conta própria e que informem a polícia se encontrarem algum suspeito.

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