Militares envolvidos no assassinato de Victor Jara são condenados

© REUTERS / Claudio SantanaCartaz com foto de Victor Jara, foto de 2009.
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A Justiça do Chile condenou nove militares da reserva pelo assassinato, em 1973, do cantor Victor Jara.

Jara, de 40 anos, foi preso no dia seguinte ao golpe de 11 de setembro de 1973, apoiado pela CIA, que derrubou Salvador Allende e instalou Augusto Pinochet como ditador.

O corpo do cantor foi encontrado dias depois — com 44 tiros. Ele tinha sido detido, juntamente com cerca de 5.000 outros presos políticos, em um estádio de Santiago, onde foi torturado e morto.

Victor Jara teve seus dedos esmagados e quebrados. 

"O juiz Miguel Vazquez Plaza condenou nove membros da reserva do Exército por sua responsabilidade no homicídio do cantor Victor Jara e do ex-diretor prisional Littre Quiroga Carvajal, em setembro de 1973, em Santiago", disse um comunicado do Judiciário.

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Oito dos acusados ​​- que ocupavam postos de tenente a coronel e brigadeiro — foram sentenciados a 15 anos e um dia na prisão por seus papéis como "perpetradores" de ambos os assassinatos.

A condenação por sequestro rendeu mais 3 anos de pena para todos os acusados. 

Um nono oficial recebeu cinco anos e um dia por participar dos assassinatos, e 61 dias por seu papel como cúmplice dos sequestros.

O cantora pacifista, cujas letras falavam de amor e protesto social, tornou-se um ícone da música popular latino-americana. Jara foi casado com a dançarina britânica Joan Turner, com quem teve duas filhas.

Pinochet governou o Chile até 1990 e morreu em 2006 sem nunca ter sido condenado pelos seus crimes.

Em 2009, as autoridades judiciais chilenas ordenaram a exumação dos restos mortais de Jara. Ele foi enterrado em uma cerimônia oficial com a presença da então presidente Michelle Bachelet.

O estádio onde Jara foi detido e sofreu hoje leva seu nome.

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