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Parlamentar sírio: presença militar dos EUA no país 'não tem mais nenhum sentido'

© AP Photo / Hussein MallaSoldado norte-americano em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018
Soldado norte-americano em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018 - Sputnik Brasil
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Os Estados Unidos devem retirar suas forças da Síria, já que sua presença militar na região não faz mais sentido tendo em conta os sucessos das forças do governo sírio e de seus aliados na região, afirmou neste sábado (30) o secretário do parlamento sírio, Khaled Aboud, em entrevista à Sputnik.

"Os EUA não podem mais manter suas forças na Síria, uma vez que não estão ganhando com isso nenhuns benefícios", assinalou Aboud.

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Segundo o responsável oficial, as forças norte-americanas foram enviadas para a Síria em meio às expectativas de uma possível divisão do país.

"Agora, porém, já viramos essa página, e não há mais necessidade para [os Estados Unidos] manterem essas forças na região", explicou o parlamentar.

Khaled Aboud comentou também a próxima cúpula entre os presidentes dos EUA e da Rússia, que devem tratar da resolução do conflito sírio, entre outros assuntos.

Ele sugeriu que o presidente russo deva ter como um sólido argumento os êxitos do exército russo e de seus aliados no país, enquanto Trump não teria nada para pôr na mesa.

Nesta sexta-feira (29), a mídia norte-americana comunicou que o presidente Donald Trump espera fechar um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, que estipularia a retirada das tropas dos EUA da Síria.

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Mahmoud Afandi, representante das forças de oposição, relatou mais tarde à Sputnik que Moscou e Washington estão preparando um acordo para entregar o controle sobre a zona de desescalada do sul da Síria e a base dos EUA em Al-Tanf à Rússia, e o assunto pode ser resolvido durante o encontro dos presidentes em Helsinque em 16 de julho.

Em abril, Trump afirmou que gostaria de remover as tropas dos EUA da Síria, acrescentando que deixaria o trabalho de reconstrução para outros países. Pouco depois, ele declarou, no entanto, que os soldados norte-americanos permaneceriam no país até que os Estados Unidos deixassem uma "marca forte e duradoura" na região.

A coalizão de mais de 70 países liderada pelos EUA está conduzindo operações militares contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países) na Síria. As ações da coalizão no país não estão autorizadas pelo governo do presidente Bashar Assad, nem pelo Conselho de Segurança da ONU.

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