'Itália só em cartões postais': Salvini alerta que Roma não permitirá chegada de migrantes

© Sputnik / Taras Litvinenko / Abrir o banco de imagensMatteo Salvini, líder do partido ultranacionalista italiano Lega Nord
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Nenhum navio de resgate de ONGs transportando migrantes poderá atracar em um porto italiano, disse o ministro do Interior do país, Matteo Salvini, após uma decisão unânime dos líderes da União Europeia (UE) de rever a política de migração.

Comentando o resultado de quase 10 horas de discussão tensa entre os 28 líderes europeus sobre a questão urgente da migração, Salvini afirmou que o acordo era muito obscuro, e advertiu que é melhor não contornar os interesses da Itália novamente.

"Navios de resgate de ONGs só verão a Itália em cartões postais", declarou o ministro do Interior à Rádio Capital na sexta-feira, reafirmando que a Itália não cederia quando se trata de migração.

Apelidado de "o xerife" na imprensa italiana, Salvini insistiu que tudo o que foi decidido durante a cúpula da UE não alteraria o fato de que os "portos italianos permanecerão fechados durante o verão" para todos os navios de resgate das ONGs que tentam atracar.

Migrants, who were part of a group intercepted aboard a dinghy off the coast in the Mediterranean sea, stand on a rescue boat upon arriving at a port in Malaga, southern Spain, December 3, 2016 - Sputnik Brasil
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Embora as conversações sobre migração, concluídas apenas na madrugada de sexta-feira, tivessem deixado o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte satisfeito, Salvini insistiu que não "acreditava em palavras, porque até agora, sempre foi" viva a Europa "a custo da Itália."

Com mais de 640.000 migrantes atravessando o Mediterrâneo para chegar aos portos italianos desde 2014, a Itália se tornou o principal destino dos migrantes e dos navios das ONGs. O ministro do Interior, Salvini, e seu parceiro de coalizão, o vice-primeiro-ministro da Itália, Luigi Di Maio, criticaram repetidamente as ONGs por estarem envolvidas no tráfico ilegal de pessoas.

Embora os números caíram drasticamente este ano, com apenas 14.500 migrantes chegando até o momento, Salvini prometeu não apenas parar o fluxo — mas também proceder com deportações massivas.

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