China encerra questão do mar do Sul da China com EUA

© AP Photo / Bao XuelinFragata chinesa Yulin realiza disparos de treinamento no mar da China Meridional em 24 de maio de 2015.
Fragata chinesa Yulin realiza disparos de treinamento no mar da China Meridional em 24 de maio de 2015. - Sputnik Brasil
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A China não desistirá de sequer um palmo da terra herdada de seus antepassados e jamais se apropriará de nada que é dos outros. Foi assim que o presidente chinês Xi Jinping formulou a posição da China sobre a questão da soberania e integridade territorial durante as negociações com James Mattis, ministro da Defesa dos EUA.

A declaração do líder chinês foi considerada pelo analista de geopolítica Konstantin Sokolov como um "ato de paz sólida" da China em face às situações polêmicas crescentes e confrontos políticos e militares com os EUA na região.

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Previamente Mattis deixou claro que ouviria com atenção os argumentos da parte chinesa sobre as questões estratégicas. O presidente chinês expressou a posição firme da China sobre o problema. A última vez que o secretário da Defesa dos EUA visitou a China foi em 2014. Na véspera da visita de Mattis, a Marinha chinesa recusou o convite para participar do exercício militar regional em larga escala que decorre anualmente – o RIMPAC.

Comentando as palavras de Xi Jinping, em entrevista à Sputnik China, Sokolov disse que "nenhuma ação isolada gera efeito, o efeito é gerado por um sistema de ações".

"Nesse sentido, a política da China é bastante coerente […] Os EUA conduzem uma política abertamente provocadora nesta região. Xi Jinping deu a entender que nenhuma provocação dos Estados Unidos terá efeito sobre a China. Em particular, os patrulhamentos marítimos e aéreos dos norte-americanos das águas próximas da China no mar do Sul da China", disse.

Segundo ele, Xi Jinping assinalou uma política clara de caráter defensivo, mostrando que a China não tem pretensões agressivas em relação a nenhum país.

"Acredito que este é um ato de paz sólida", comentou Sokolov.

A China deu a entender aos EUA que a questão da soberania no mar do Sul da China está praticamente encerrada nas relações entre os Estados.

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"A preservação da soberania e integridade territorial, como declarou o presidente Xi Jinping, é um princípio da política da China. Não faremos nenhuma concessão na questão da soberania e integridade territorial, que é a questão principal para os interesses do país. Esse assunto não está em discussão", disse o analista Shen Shishun.

Ele acrescentou que a China atribui grande importância às relações sino-americanas a fim de evitar conflitos e eliminar mal-entendidos. Em decorrência disso, durante a visita do secretário da Defesa dos EUA, a parte chinesa declarou para os EUA que se alguns países esperam que a China permita prejudicar os interesses de sua soberania, isso são apenas ilusões.

"O mais importante neste encontro era demostrar para os EUA a posição da China […] É do interesse da China e dos EUA, bem como da estabilidade e da paz globais", disse Shishun.

O presidente chinês, que também é o comandante supremo das Forças Armadas da China, sugeriu ao parceiro norte-americano o desenvolvimento das relações militares e o fortalecimento da confiança mútua para aprofundar a cooperação e o gerenciamento dos riscos nas relações bilaterais.

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