China libera bilhões para conter efeitos de tarifas dos EUA

© AFP 2022 / SAUL LOEB / POOLPresidente chinês Xi Jinping fala na sessão de abertura do 6º Diálogo Econômico e Estratégico entre os EUA e a China, Pequim, China, 6 de junho de 2016
Presidente chinês Xi Jinping fala na sessão de abertura do 6º Diálogo Econômico e Estratégico entre os EUA e a China, Pequim, China, 6 de junho de 2016 - Sputnik Brasil
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A China anunciou que irá aplicar cortes sobre a exigência aos bancos para que mantenham uma quantia de dinheiro. A media tem a intenção de liberar fundos para pequenas empresas, em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos.

O Banco Central chinês afirmou que o corte de meio ponto percentual nos índices de exigência de reserva entrará em vigor em 5 de julho. A medida liberará cerca de 700 bilhões de yuans (US$ 108 bilhões) para uso, e 200 bilhões de yuans (US$ 30 bilhões) serão destinado especificamente a pequenas empresas, segundo divulgou o Banco Central Chinês.

Entre os bancos incluídos estão os cinco principais bancos do país.

A medida, que amplia  o corte de 1% no índice realizado em 25 de abril, pode ser vista como uma tentativa de fortalecer a economia diante das medidas comerciais punitivas planejadas pelos EUA.

Bandeira dos EUA junto a emblema nacional da China (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
EUA querem limitar investimentos da China em empresas de tecnologia
Em 6 de julho, os Estados Unidos deverão aplicar tarifas sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses para punir Pequim por suas tentativas de suplantar o domínio tecnológico dos EUA e, posteriormente, acrescentar tarifas a um adicional de US$ 16 bilhões em bens.

Pequim prometeu retaliar e Trump ameaçou tarifas adicionais. No total, US$ 450 bilhões em produtos chineses ser punidos pelas medidas, representando quase 90% de todos os produtos que a China exporta para os EUA.

A retórica já está se intensificando no conflito entre as duas maiores economias do mundo. Na semana passada, um porta-voz do Ministério do Comércio da China disse que Pequim se opunha ao que chamou de "o ato de extrema pressão e chantagem de Washington ao defender o protecionismo comercial".

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