Em meio a guerra comercial, vingança contra empresas dos EUA não está na agenda da China

© AFP 2022 / Andy Wong / POOLO presidente chinês, Xi Jinping, conversa com os membros de um comitê executivo global à medida que eles chegam para uma cúpula em Diaoyutai, Pequim.
O presidente chinês, Xi Jinping, conversa com os membros de um comitê executivo global à medida que eles chegam para uma cúpula em Diaoyutai, Pequim. - Sputnik Brasil
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Pequim não pretende prejudicar empresas americanas que operam na China em meio à crescente disputa comercial entre os dois países, acreditando que as medidas de retaliação estão fora de sintonia com seus planos de atrair investimentos estrangeiros, disse o South China Morning Post (SCMP) citando duas fontes governamentais.

"Uma grande preocupação para a China é que os investidores estrangeiros estão optando por deixar o país", disse uma fonte. "A opção de focar em firmas norte-americanas na China nunca esteve entre as opções".

A reportagem foi publicada após a reunião do presidente chinês Xi Jinping em 21 de junho com executivos de empresas estrangeiras, incluindo a UPS, Prologis e Goldman Sachs. De acordo com a fonte, Xi “enviou uma mensagem muito clara” de que os investidores americanos ainda eram bem-vindos ao mercado chinês.

Os temores de que a China possa revidar as tarifas impostas pelos EUA foram levantados na semana passada, quando o Ministério do Comércio da China prometeu tomar medidas "quantitativas e qualitativas" para responder às ameaças do presidente Donald Trump ao pressionar as importações chinesas. No último dia 19, Trump afirmou que estava preparando outra rodada de tarifas em retaliação à resposta insatisfeita de Pequim aos impostos unilaterais dos EUA.

No dia 15, os EUA impuseram uma tarifa 25% sobre várias importações da China, somando um prejuízo de US $ 50 bilhões. De acordo com Washington, trata-se de uma punião em resposta ao suposto roubo de propriedade intelectual. A China impós novas tarifas a vários produtos americanos no mesmo dia, novamente somando US $ 50 bilhões contrários aos EUA.

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