'Refúgio não é para sempre': Chanceler equatoriano indica fim de asilo a Julian Assange

© AFP 2022 / Daniel LEAL-OLIVASO fundador da Wikileaks, Julian Assange, falando na varanda da embaixada do Equador em Londres (Foto de arquivo)
O fundador da Wikileaks, Julian Assange, falando na varanda da embaixada do Equador em Londres (Foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O novo ministro das Relações Exteriores do Equador, José Valencia, sugeriu nesta quarta-feira que as proteções de asilo concedidas ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, podem chegar ao fim.

"O Equador tem procurado uma solução para esse problema", disse Valencia em um comentário na televisão. "O refúgio não é para sempre, você não pode esperar que ele durará anos sem que nós revisemos essa situação, inclusive porque isso viola os direitos do refugiado".

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Assange mora na Embaixada do Equador em Londres desde 2012, quando deixou de pagar fiança no Reino Unido por acusações de agressão sexual por temer que este fosse um artifício para entregá-lo aos Estados Unidos.

As comunicações de Assange com o mundo exterior foram interrompidas em março, com o Equador acusando o ativista de colocar em risco seus laços diplomáticos com o Reino Unido. O presidente equatoriano, Lenin Moreno, ordenou mais tarde a remoção da segurança extra na missão diplomática.

O jornalista Julian Paul Assange ganhou fama em 2006 enquanto trabalhava no site WikiLeaks, criado para publicar documentos secretos. Em 2010, o site publicou um vídeo confidencial mostrando um ataque de helicóptero dos EUA em 2007 que matou pelo menos 18 civis em Bagdá. Naquele mesmo ano, o site também começou a publicar 250.000 documentos diplomáticos dos EUA.

De acordo com a imprensa britânica, o Equador já gastou quase US $ 5 milhões em uma operação de espionagem para apoiar e proteger Assange em sua embaixada em Londres. Milhões de pessoas foram supostamente colocadas em uma ação de inteligência secreta, apelidada de "Operação Convidada" para monitorar os visitantes de Assange, funcionários da embaixada e a polícia do Reino Unido.

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Como reza a Convenção de Viena sobre as Relações Diplomáticas, embaixadas, consulados e missões diplomáticas gozam de imunidade e inviolabilidade no país em que atuam, impedindo que polícia invada a instalação para prender Assange. Deixar o prédio, porém, depende de salvo-conduto do governo britânico, que se recusa a fazê-lo desde que o ativista se refugiou no local.

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