Calote brasileiro no Mercosul deve acabar, diz deputado

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A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (RBPM) informou nesta semana que os atrasos em pagamentos e repasses do Brasil ante organismos dos Mercados Comum do Sul (Mercosul) já passaram de US$ 111 milhões.

O Brasil está devendo para o Parlasul, o Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos, o Tribunal Permanente de Revisão e o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul. 

Os parlamentares brasileiros na entidade já convocaram o ministro do Planejamento para explicar a posição do Governo brasileiro e para cobrar uma posição. 

Bandeiras de Mercosul - Sputnik Brasil
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Sputnik Brasil conversou com o deputado Celso Russomano (PRB-SP), presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. Segundo o político, a situação financeira do Brasil junto às entidades do bloco está sendo resolvida.

O interlocutor da Sputnik explicou que os deputados do Parlasul têm informado os atrasos ao governo brasileiro desde dezembro do ano passado.

A sede da RBPM foi cedida aos representantes brasileiros pelo governo uruguaio, o que reduziu os custos. No entanto, sobram outras despesas, como funcionários, serviços públicos e administrativos. No total, os custos variam entre 130 e 140 mil dólares por mês.

"Estamos com dificuldades financeiras. O Brasil deve alguma coisa de 2016, o total de 2017, e em 2018 não foi feito o aporte", alertou Russomano.

A situação, entretanto, parece estar mudando, afirmou o deputado. Após cobranças dos deputados, o ministério do planejamento realizou um primeiro depósito ainda na sexta-feira e prometeu entregar na semana que vem um cronograma de desembolso das outras parcelas para ficar em dia com Mercosul.

Segundo o interlocutor da agência, Mecosul é muito importante para o Brasil e os brasileiros. O bloco econômico, juntando todos os seus membros, soma uma população que supera 300 milhões de pessoas, fortalecendo as posições no diálogo com Nafta e União Europeia. 

"Acredito muito na união desses países. Só assim teremos de fato força para discutir hoje com um bloco como a União Europeia, agregando uma quantidade imensa de países e uma população extraordinariamente grande", argumentou o Russomano.

"Por sermos um bloco, somos respeitados. Se não mantermos esse bloco, teremos sérios problemas no mundo globalizado, onde as discussões são pautadas pela força econômica", concluiu.

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