Neutralidade é passado: Suíça anuncia planos para vender armamentos

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Famosa por sua neutralidade, a Suíça anunciou nesta sexta-feira que quer permitir a venda de armas em países sob o controle de um "conflito armado interno", sob certas condições.

Causando protestos de oponentes, o Estado sem litoral disse que "materiais de guerra" poderiam ser vendidos, mas somente se eles não fossem usados durante um conflito interno.

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O governo suíço disse em uma declaração: "A entrega de material de guerra a um país envolvido em um conflito armado interno deve continuar em princípio a ser recusada".

No entanto, acrescentou, "agora deve ser possível conceder autorização de exportação se não houver razão para acreditar que o material de guerra a ser exportado será usado em um conflito armado interno".

A isenção "não se aplica a países afetados pela guerra civil, como o Iêmen ou a Síria hoje", declarou o governo.

O Ministério da Economia deve agora alterar a decisão sobre o material de guerra, que então terá que ser oficialmente aprovada pelo governo. Contudo, a decisão do governo não pode ser objeto de um referendo, disse o porta-voz da pasta, Fabian Maienfisch, à Agência AFP.

Explicando sua decisão, o governo destacou as preocupações da indústria de armamentos suíça, dizendo que as exportações suíças de armas "caíram mais ou menos constantemente por vários anos".

O governo suíço disse que, para manter sua "credibilidade", o pequeno país deve ter sua própria indústria de segurança e defesa.

Os opositores ao governo ficaram indignados com a decisão e lançaram dúvidas sobre seus motivos.

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O Partido Socialista acusou-o de querer "permitir a exportação de material bélico para países em meio à guerra civil" para atender "aos desejos da indústria de armamentos, que nada tem a ver com respeito aos direitos humanos".

Os Verdes disseram que a decisão era injustificável em nome do direito humanitário, ressaltando que o governo iria "sabotar" a tradição da Suíça, facilitando as trocas de bastidores durante os conflitos.

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