Descoberta incomum no planeta anão Ceres surpreende astrônomos da NASA

© NASA . NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDAA cratera grande de Occator, no planeta anão Ceres, iluminada de cores irreais para mostrar as diferenças no perfil da superfície
A cratera grande de Occator, no planeta anão Ceres, iluminada de cores irreais para mostrar as diferenças no perfil da superfície - Sputnik Brasil
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A sonda Dawn da NASA teria descoberto grandes quantidades de matéria orgânica no planeta anão Ceres. Os astrônomos responsáveis pela descoberta falaram sobre seus encontros em um artigo recém-publicado.

Em março de 2015, a sonda capturou imagens de uma montanha piramidal de quatro quilômetros com manchas brancas, que se tornou um verdadeiro mistério para os cientistas.

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Entretanto, foi revelado que um monte representa na realidade um criovulcão extinto e as machas brancas eram os restos de vapor aquífero. Juntamente com outras camadas de gelo que foram encontradas na superfície do planeta, os cientistas chagaram a conclusão de que Ceres tem um oceano subterrâneo. 

Segundo a autora do estudo, Hannah Kaplan, sua equipe se interessou muito pela influência que a matéria orgânica da superfície do planeta pode ter sobre a composição de água nesse oceano. Durante investigação, os astrônomos descobriram que a composição das rochas na superfície de Ceres é parecida aos condritos carbonáceos que se encontram nos asteroides e, em menor medida, na Terra.

"Se analisarmos Ceres buscando matéria orgânica 'espacial' parecida à da Terra, resultará que aproximadamente a metade de sua superfície é coberta por consideráveis jazidas similares", comentou Kaplan.

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De acordo com ela, é muito mais que a anterior estimação correspondente a um valor entre 6% e 10% de matéria orgânica. 

Além disso, estas quantidades de matéria orgânica “espacial” não podem ser explicadas pelos impactos de asteroides sobre o planeta. Se fosse assim, as quantidades seriam muito pequenas ou asteroides seriam muito grandes para que o material orgânico pudesse sobreviver ao impacto. 

Espera-se que outras missões interplanetárias, a Hayabusa-2 e a OSIRIS-REx, esclareçam melhor as novas perguntas, enviando à Terra fragmentos dessas rochas. Isso permitirá estudar mais detalhadamente a composição química dos condritos.

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