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Congresso da Argentina legaliza aborto

© AP Photo / Jorge SaenzMulheres se manifestam a favor da legalização do aborto
Mulheres se manifestam a favor da legalização do aborto - Sputnik Brasil
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O projeto de lei, que pretende dar direito às cidadãs de interromperem gravidez até a 14ª semana, passou para o Senado argentino, que tomará a decisão final.

O aborto legal foi autorizado na Câmara dos Deputados e recebeu o apoio das pessoas de Buenos Aires.

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Segundo informa o jornal El País, a votação foi muito acalorada e durou mais de 20 horas. Os legisladores aprovaram hoje (14) o projeto de lei para interrupção voluntária da gravidez com 129 votos a favor e 125 contra.

Poucos imaginavam três meses atrás, quando o presidente Mauricio Macri decidiu iniciar o debate, que a legalização do aborto seria aprovada em ao menos uma das duas câmaras. Agora o projeto de lei passará para o Senado, que é mais conservador.

Atualmente, o aborto é ilegal, com exceção de casos de estupro e de risco de saúde para a mãe. As mulheres que abortam podem enfrentar de um a quatro anos de prisão.

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Na Argentina, quase 50.000 mulheres são internadas anualmente por complicações derivadas de abortos e cerca de 50 delas morrem.

A aprovação na Câmara dos Deputados é histórica, mas conseguir que se torne lei será tarefa mais difícil no Senado argentino. Muitos legisladores das províncias do norte, mais conservadores e com maiorias sociais contra o aborto, já disseram que iam votar contra. Há uma enorme expectativa para saber qual será o voto da ex-presidente Cristina Kirchner. Em seus oito anos de mandato, ela se opôs a iniciar debate por ser contra aborto, mas não se sabe se, influenciada pela filha e pelos jovens argentinos, esteja disposta a mudar de opinião, conclui o El País.

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