'Amigo do Kremlin': medidas de Trump aproximam a Europa da Rússia e da China

© Sputnik / Sergei Guneev / Abrir o banco de imagensVladimir Putin e Xi Jinping fazem um brinde após ter assinado documentos em Xangai em 21 de maio de 2014
Vladimir Putin e Xi Jinping fazem um brinde após ter assinado documentos em Xangai em 21 de maio de 2014 - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
A introdução das tarifas comerciais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às importações de aço e alumínio do Canadá, México e União Europeia (UE) as forçará a construir novos laços comerciais, disse o professor da Universidade Aalto e CUHK, Carl F. Fey.

"As ações dos EUA certamente impulsionarão a UE a fortalecer as relações comerciais com outros países, como a China. A Rússia, sendo um vizinho próximo, também poderia se beneficiar", afirmou à RT, acrescentando que "é improvável que a curto prazo isso leve a UE a suspender as sanções contra a Rússia".

De acordo com o especialista, "um dos maiores resultados políticos das ações dos EUA provavelmente é que será mais difícil conseguir que a UE, que basicamente concorda com muitas das queixas dos EUA contra a China, se unam a eles em suas ações comerciais contra a China".

A primeira-ministra britânica, Theresa May, o presidente dos EUA, Donald Trump, e a chanceler alemã, Angela Merkel, durante a Cúpula do G7 em Taormina, Sicília, Itália, 26 de maio de 2017. - Sputnik Brasil
Rússia de volta ao G7? Sugestão de Trump pode 'dividir a Europa', diz ministro alemão

Fey concordou com a declaração de Trump de que os EUA não tiveram tão grandes acordos comerciais historicamente quanto poderiam, mas ele discorda fortemente da abordagem do presidente. "Como Trump pretende renegociar e reequilibrar esses acordos, acabará sendo às custas dos parceiros comerciais em algum grau", ressaltou.

A implementação de tarifas não é o caminho a percorrer, disse Fey. "Na minha opinião, e a visão da maioria dos economistas e professores de negócios, normalmente ninguém vence em uma guerra comercial".

Fey ressaltou a ironia de que foram os EUA que, historicamente, impulsionaram o mundo para o livre comércio, e agora está fazendo uma mudança substancial para se opor a ele.

"Recentes ações dos EUA na implementação de novas tarifas sobre as importações de aço e alumínio de seus aliados mais próximos, como a UE e o Canadá, não parecem ser o caminho para os aliados", disse Fey.

O analista explicou que é perigoso quando um país introduz tarifas para proteger indústrias estrategicamente importantes, enquanto outros países reagirão da mesma forma, e então os EUA não devem reclamar.

Dois aviões modernizados MiG-31K, equipados com novíssimo sistema de mísseis para aviação Kinzhal, estreiam na 73ª Parada da Vitória, na Praça Vermelha, em 9 de maio de 2018 - Sputnik Brasil
Pentágono se preocupa com avanço da Rússia e da China na criação de armas hipersônicas

"É um jogo perigoso, com um declive escorregadio", acrescentou o professor.

De acordo com Fey, a UE teve uma resposta rápida e unificada às ações comerciais dos EUA, impondo suas próprias contra-tarifas a produtos norte-americanos selecionados. O grupo sabiamente escolheu os produtos para colocar as tarifas, disse ele, enquanto "os principais estados nos EUA dependem das exportações".

"O verdadeiro teste para a UE, no entanto, virá quando as negociações com os EUA avançarem, já que diferentes países da UE dependem da exportação de produtos de diferentes indústrias", concluiu.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала