'Sangue, morte e desgraça': deputado indica alternativa às negociações sobre Donbass

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A única alternativa possível às negociações diretas entre Kiev a as Repúblicas Populares autoproclamadas de Donetsk e Lugansk – é mais sangue, morte e desgraça, opina o deputado da Suprema Rada (parlamento da Ucrânia), Vadim Novinsky.

A declaração foi divulgada pelo parlamentar em sua conta no Facebook em resposta à recente afirmação da primeira vice-presidente da Suprema Rada, Irina Geraschenko, em que ela apelou para "não negociar com fantoches".

Ao mesmo tempo, Novinsky lamenta que, em quatro anos do conflito interno, Kiev não tenha feito nada para começar negociações com as repúblicas não reconhecidas. Ao contrário, envidou todos os esforços para que o "conflito fratricida se convertesse em uma ferida prolongada e incurável no corpo da Ucrânia".

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Nessa conexão, o deputado sublinhou que a obstinação das autoridades ucranianas resultou em numerosas mortes, dezenas de milhares de "mutilados de guerra" e milhões de refugiados. Além disso, a Ucrânia não só perdeu sua autoridade no mundo, mas também entregou a soberania aos seus "parceiros estratégicos", opina.

Assim, o parlamentar disse estar seguro de que só negociações diretas com Donetsk e Lugansk podem evitar a divisão do país.

"Eu quero muito que a Ucrânia preserve a sua integridade, e que a paz nas mentes e corações triunfe em toda a nossa terra. Por isso, não há alternativa às negociações diretas. Ou melhor, a alternativa é sangue, morte e desgraça, algo que a Ucrânia já sofreu o suficiente".

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A operação militar de Kiev contra as repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk que declararam sua independência após o golpe de Estado na Ucrânia está sendo travada desde abril de 2014. Segundo os últimos dados da ONU, cerca de 10 mil pessoas foram afetadas pelo conflito armado em Donbass.

As autoridades ucranianas costumam periodicamente acusar a Rússia de intervir em seus assuntos internos. Moscou, por sua vez, tem declarado muitas vezes que não é parte do conflito ucraniano, mas sim um dos sujeitos dos acordos de Minsk, que visam reestabelecer a paz na região.

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