Ministros italianos atacam Merkel e querem Alemanha fora da zona do euro

© AP Photo / Michael KappelerA chanceler alemã Angela Merkel participa de uma sessão plenária do parlamento alemão Bundestag em Berlim.
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Dois ministros italianos atacaram a chanceler alemã, Angela Merkel, dizendo que a possível saída da Alemanha da zona do euro traria mais benefícios à união monetária do que a possível retirada da Itália.

"É a Alemanha que deve abandonar o euro porque o superávit crescente de sua economia não é compatível com o regime de câmbio fixo que regula a zona do euro", disse o economista italiano anti-euro e atual ministro de Assuntos Europeus, Paolo Savona, citado pelo Daily Express. "Ou, pelo menos, deveria aceitar mudar para um sistema que comporta mudanças nas taxas", acrescentou.

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O economista recém-nomeado Giovanni Tria apoiou seu ponto de vista, dizendo que "concorda plenamente", acrescentando que sua opinião é baseada em uma "análise econômica séria".

"O superávit crescente da economia alemã mostra que a expansão monetária, sem uma política que ajude a convergência econômica entre os vários países, apenas alimenta um desequilíbrio que nos coloca em conflito com o resto do mundo", argumentou.

As declarações chegaram poucos dias depois de o presidente do país, Sérgio Mattarella, ter rejeitado o gabinete proposto devido à candidatura de Paolo Savona para o cargo de ministro da economia. Segundo o presidente, os pontos de vista de Savona sobre a política monetária da UE poderiam "ameaçar a adesão da Itália à zona do euro".

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Na quinta-feira, o advogado Giuseppe Conte, que atualmente lidera o governo anti-establishment da Itália, renovou suas escolhas para o novo gabinete italiano. Em vez disso, Giovanni Tria, um professor de economia, foi escolhido para chefiar o Ministério da Economia no novo governo.

Mais cedo, autoridades alemãs expressaram esperanças de que um governo estável e pró-europeu seria formado na Itália. No entanto, a nova coalizão de governo do país — constituída pelo Movimento 5 Estrelas (M5S) e pela Liga de direita —, segue uma posição altamente crítica à UE e à zona euro em sua forma atual.

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