Especialistas revelam o próximo '11 de setembro' que será ainda mais terrível

© AP Photo / Chao Soi CheongMomento do ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001, Nova York
Momento do ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001, Nova York - Sputnik Brasil
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Os especialistas norte-americanos no campo de segurança acreditam que o "próximo 11 de setembro" será um ciberataque de enorme envergadura que causará imensos danos à humanidade, comunica a mídia.

Do ponto de vista dos analistas, informa a CNBC, um incidente desta espécie vai ocorrer cedo ou tarde e vai até ter um nome, como foi no caso do 11 de setembro e de Pearl Harbor.

"Quanto mais eu falo com as pessoas, mais tenho a certeza de que o próximo Pearl Harbor será um ciberataque", disse a hacker profissional e especialista em cibersegurança Tara Wheeler durante o fórum anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico em Paris.

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Segundo ela, um tal ciberataque será "algo mais temível que tudo o que imaginamos até hoje".

Ela frisou, além do mais, que a maior parte das infraestruturas norte-americanas no campo da saúde pública está muito mal protegida. Muitas empresas continuam trabalhando no sistema operacional Windows XP e outras plataformas, cujas lacunas de segurança são impossíveis de eliminar.

Muitos especialistas e empresas de tecnologia partilham a opinião de Wheeler. Assim, o relatório do Fórum Econômico Internacional 2018 coloca os ciberataques no terceiro lugar na lista de riscos globais, depois das calamidades naturais e dos problemas relacionados com o clima.

"No pior dos cenários, os agressores podem hackear os sistemas que garantem o funcionamento da sociedade", diz o relatório. Os hackers podem ter como alvo tais elementos e infraestruturas importantes como as redes de eletricidade e os sistemas de purificação de água.

James Stavridis, ex-comandante das tropas da OTAN na Europa, assegurou em uma entrevista ao mesmo canal de TV que o mundo está se dirigindo para um "Pearl Harbor virtual" e que os ciberataques devem ser entendidos como uma "pandemia".

De acordo com o relatório da empresa BluVector, publicado em fevereiro desse ano, quase 40% dos sistemas industriais estadunidenses e infraestruturas críticas foram alvo de ciberataques na segunda metade de 2017.

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