Tribunal ucraniano decide manter preso jornalista russo Vyshinsky

© AFP 2022 / GENYA SAVILOVChefe da agência de notícias RIA Novosti Ucrânia, Kirill Vyshinsky, no Tribunal de Kherson, na Ucrânia, em 17 de maio de 2018
Chefe da agência de notícias RIA Novosti Ucrânia, Kirill Vyshinsky, no Tribunal de Kherson, na Ucrânia, em 17 de maio de 2018 - Sputnik Brasil
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O tribunal ucraniano de Kherson tomou a decisão de manter sob custódia o jornalista russo e chefe do portal RIA Novosti Ucrânia, Kirill Vyshinsky, que foi detido em maio em Kiev.

"O coletivo de juízes decidiu não satisfazer a apelação dos advogados [de Vyshinsky]", declarou um juiz.

Além disso, a decisão do juiz de instrução sobre a detenção de Vyshinsky por um período de dois meses continua em vigor.

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Nessa conexão, o próprio jornalista russo afirmou não ter tido nenhumas dúvidas quanto ao resultado da demanda.

"Não tive dúvidas nenhumas que a decisão seria essa", declarou Vyshinsky depois da audiência.

Entretanto, a defesa do jornalista russo e chefe do portal RIA Novosti Ucrânia assegurou que planeja apelar ao tribunal da Ucrânia o mais cedo possível para pedir alteração da medida cautelar.

"No momento a medida cautelar de Vyshinsky prevê sua prisão preventiva. No futuro, quando as condições mudarem, vamos apelar [ao tribunal] para alterar sua medida cautelar", declarou o advogado do jornalista, Andrei Domansky.

Segundo eles, os advogados tencionam continuar a defendê-lo. Mas o jornalista tem direito a encontrar outros defensores em qualquer momento.

Vale destacar que, falando perante o tribunal, o ex-chefe do portal RIA Novosti Ucrânia, sendo um cidadão da Rússia, pediu ao presidente Vladimir Putin para tomar todas as medidas necessárias para sua libertação.

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O chefe do portal RIA Novosti Ucrânia foi detido em Kiev, em 15 de maio, acusado de apoiar as autoproclamadas República Popular de Donetsk (RPD) e República Popular de Lugansk (RPL). O jornalista pode ser condenado a 15 anos de prisão. Dois dias após a detenção, o tribunal ucraniano de Kherson decretou a prisão preventiva do jornalista por 60 dias.

Vladimir Putin qualificou a prisão de Vyshinsky de algo sem precedentes, e Moscou enviou uma nota de protesto a Kiev exigindo que parem com a violência contra jornalistas.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e o Conselho da Europa também expressaram preocupações pela detenção do jornalista russo.

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