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Partido da direita alemã quer investigar Merkel sobre escândalo de refugiados

© AP Photo / Michael KappelerGerman Chancellor Angela Merkel attends a plenary session of German parliament Bundestag in Berlin, Tuesday, Nov. 21, 2017
German Chancellor Angela Merkel attends a plenary session of German parliament Bundestag in Berlin, Tuesday, Nov. 21, 2017 - Sputnik Brasil
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O partido da direita conservadora Alternativa para a Alemanha (AfD) está pressionando por um inquérito parlamentar sobre a política de migrantes da chanceler Angela Merkel. A posição ganha força em meio a relatos de fraudes em escritórios de migração em todo o país.

A legenda apresentou a moção para o inquérito, que exigiria 25% de apoio dos legisladores, na última quinta-feira. O co-líder da AfD, Alexander Gauland, garantiu que reuniria outros partidos por seu apoio.

A investigação deve partir do ano de 2014, e o ponto de interesse específico seria a questão sobre quais precauções o governo alemão tomou para lidar com o fluxo migratório. A AfD também quer saber que "bases legais" permitiram que Merkel e seus aliados deixassem refugiados entrar na Alemanha.

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Um inquérito sobre a política de migração de Merkel foi uma grande promessa de campanha do AfD em 2017 e uma questão que ajudou o partido a ganhar uma quantidade significativa de apoio dos eleitores alemães, que se sentiram frustrados com a crise de refugiados de 2015 — e a política de porta aberta de Merkel de mais de um milhão de refugiados no país.

A apresentação da moção ocorre em meio a um escândalo envolvendo escritórios de migração em toda a Alemanha.

"Os casos com o BAMF [Departamento Federal de Migração e Asilo] e a política de migração não podem ser vistos separadamente", insistiu Gauland.

Esse escândalo foi revelado pela primeira vez em abril, com relatos de que um ex-funcionário do BAMF em Bremen estava sob investigação por suspeita de aceitar propinas de pelo menos 1.200 requerentes de asilo entre 2013 e 2016. Cinco outras autoridades o local de trabalho também estão sendo investigadas por possível participação no esquema.

A situação piorou no início deste mês, quando o BAMF anunciou que estaria revisando cerca de 18.000 casos de refugiados em Bremen que remontam ao ano 2000, afirmando que havia descoberto a aprovação de até 2.000 pedidos entre 2013 e 2016 que não correspondiam à critérios do governo. Dias depois, o escritório adicionou 10 escritórios de campo adicionais à sua lista de investigação.

Embora só agora surjam notícias do escândalo, a AfD e outros críticos de Merkel vêm alfinetando a política de portas abertas do chanceler desde que foi introduzida em 2015.

Preocupações entre os cidadãos alemães se intensificaram na véspera de Ano Novo do mesmo ano, quando uma série de ataques sexuais ocorreram em Colônia, alguns dos quais foram cometidos por imigrantes.

Inúmeros outros ataques cometidos por refugiados foram relatados desde então, incluindo o ataque terrorista em Berlim, que viu um requerente de asilo da Tunísia conduzir um camião para um mercado de Natal em 2016, matando 12 pessoas. Em janeiro de 2018, um estudo descobriu que o influxo de refugiados da Alemanha contribuiu significativamente para o aumento dos crimes violentos no país.

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Até mesmo o governo alemão pareceu reconhecer que estava ultrapassado, fechando um acordo com a Turquia, que envolvia Ancara concordando em parar o fluxo de refugiados através de sua fronteira e em aceitar de volta imigrantes rejeitados por asilo na Europa. Em troca, a Turquia recebeu promessas de bilhões de euros em ajuda aos refugiados e acelerou as conversações sobre a adesão à União Europeia (UE).

Enquanto Merkel adotou uma postura mais liberal em relação à migração, outros membros da UE fizeram o oposto. A Hungria e a Polônia rejeitaram as cotas estabelecidas por Bruxelas, com a primeira construindo uma cerca de arame farpado em sua fronteira em 2015, em um esforço para impedir que os requerentes de asilo entrem no país enquanto estiverem em trânsito para a Europa ocidental. Os países dos Balcãs também fecharam as suas fronteiras, impedindo os requerentes de asilo de atravessarem os seus países.

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