Repórteres Sem Fronteiras condenam 'manipulação' ucraniana sobre 'morte' de jornalista

© Sputnik / Stringer / Abrir o banco de imagensPolícia e jornalistas perto do edifício onde foi assassinado em 29 de maio o jornalista russo Arkady Babchenko
Polícia e jornalistas perto do edifício onde foi assassinado em 29 de maio o jornalista russo Arkady Babchenko - Sputnik Brasil
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A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou veementemente a "manipulação" das autoridades ucranianas, que revelaram nesta quarta-feira (30) que o assassinato do jornalista russo Arkady Babchenko foi uma armação para impedir uma tentativa assassinato.

Na última terça-feira (29) as autoridades ucranianas chegaram a confirmar a morte do jornalista russo Arkady Babchenko, informando que ele tinha sido achado morto a tiros em seu apartamento. No início desta quarta-feira, no entanto, o Serviço de Segurança da Ucrânia anunciou que o jornalista estava vivo, justificando que a morte foi uma encenação para salvar sua vida.  

Jornalista russo Arkady Babchenko, reportado ter sido morto em Kiev em 29 de maio, atende um briefing junto com o procurador-geral ucraniano Yuri Lutsenko e o chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, Vasily Gritsak, 30 de maio de 2018 - Sputnik Brasil
Chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia: jornalista Babchenko está vivo
O próprio Babchenko falou com os jornalistas. Ele afirmou que há um mês foi informado sobre o assassinato que estava sendo preparado contra ele e que lhe propuseram participar da operação. Segundo o jornalista, os preparativos da última demoraram dois meses.

"A RSF está expressando sua forte indignação com a descoberta de uma manipulação dos serviços secretos ucranianos [realizada] em função de sua guerra de informação. É sempre extremamente perigoso qundo os Estados jogam com os fatos", declarou o secretário-geral da organização, Christophe Deloire, em seu Twitter. 

A Federação Europeia de Jornalistas também expressou sua indignação com a "mentira e manipulação inaceitável sobre a opinião pública".

"Sempre que subterfúgios são usados, jornalistas e meios de comunicação, assim como agentes da lei, têm a responsabilidade de divulgar como e por que o usaram e justificar suas ações. A Federação Europeia de Jornalistas não está convencida com as justificativas dos serviços de segurança ucranianos", disse a organização em um comunicado.

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