Moscou: míssil que derrubou MH17 não podia ter partido do ponto indicado pela investigação

© Maksim Blinov / Abrir o banco de imagensFragmentos do avião MH17 durante apresntação de relatório na Holanda (foto de arquivo)
Fragmentos do avião MH17 durante apresntação de relatório na Holanda (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A Holanda, com o apoio da comunidade internacional, planeja continuar exercendo pressão sobre a Rússia devido à queda do avião da Malaysia Airlines MH17 no sudeste da Ucrânia em 2014. Foi isso que afirmou nesta segunda-feira (28) o chanceler holandês, Stef Blok.

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, declarou nesta terça-feira (29), que a postura de ultimato da Austrália e da Holanda em relação à indenização de familiares das vítimas da queda do avião da Malaysia Airlines é inapropriada.

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Além disso, Lavrov afirmou que a Rússia forneceu repetidamente provas aos investigadores internacionais quanto à queda do avião da Malaysia Airlines. Porém, todas elas permaneceram ignoradas. 

"Todas as evidências documentais […] que nós repetidamente fornecemos, incluindo os resultados dos testes levados a cabo pelo fabricante do sistema de defesa antiaérea Buk, Almaz-Antei, foram rejeitadas", assinalou o chanceler russo. 

Ele apontou também que as informações fornecidas incluíram os dados primários dos radares russos. De acordo com eles, "o míssil não podia ter partido do ponto de onde, segundo a investigação, ele foi lançado".

Anteriormente, o grupo de investigação internacional apresentou os resultados preliminares da investigação do incidente. De acordo com eles, o Boeing da Malaysia Airlines foi abatido por meio de um sistema de defesa antiaérea Buk, pertencente à 53ª Brigada de Defesa Antiaérea russa. Moscou desmentiu categoricamente tais afirmações. 

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O Ministério da Defesa russo apontou que as conclusões da investigação são baseadas em dados de redes sociais, tendo os relatos de testemunhas e os dados da Rússia sido rejeitados. 

O presidente russo, Vladimir Putin, frisou que Moscou pode reconhecer os resultados da investigação somente caso o país participe dela plenamente. Ele assinalou que a Rússia já tinha proposto realizar uma investigação conjunta, porém, isso não foi aceite. Entretanto, a Ucrânia, não obstante não ter fechado o espaço aéreo sobre o território das ações militares (o que contradiz as normas internacionais), está participando da investigação. 

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