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Ministro alemão: se nova política migratória falhar, devemos expulsar refugiados

© AP Photo / Christian Mathiesen/dpaIn this May 21, 2016 picture police and refugees stand near a refugee shelter in Bielefeld, Germany
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A Alemanha deve começar a mandar de volta potenciais requerentes de asilo em direção às suas fronteiras se uma nova iniciativa de centros de refugiados defendida por autoridades federais não funcionar como planejado, disse o chefe do Ministério do Interior da Baviera.

"A imigração descontrolada já mudou fundamentalmente não só a arquitetura política, mas também a situação de segurança na Alemanha em 2015. Isso não deve acontecer novamente", avaliou Markus Soeder, ministro do Interior da Baviera e membro da União Social Cristã (CSU), em entrevista ao jornal Bild.

Se a nova iniciativa — que visa a criação de grandes centros de refugiados para abrigar todos os potenciais requerentes de asilo enquanto suas solicitações estão sendo processadas — enfim fracassar, Soeder acredita que a Alemanha deve recorrer a medidas mais drásticas.

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"Deve haver as negações de entrada [direta] na fronteira", opinou.

A Bavaria também pode criar sua própria polícia de fronteira para melhorar a segurança, observou o ministro.

"Também pode se tornar um modelo para outros estados alemães", comentou Soeder, pedindo que outras regiões alemãs também tomem medidas para fortalecer sua segurança nas fronteiras.

Soeder apoiou a iniciativa proposta por Horst Seehofer, ministro do Interior federal alemão e chefe da CSU. O plano prevê a criação de grandes instalações de acolhimento adequadas para receber refugiados por até 18 meses, enquanto as autoridades alemãs decidem sobre seus casos.

As autoridades alemãs nos centros seriam responsáveis pela identificação dos recém-chegados, bem como pela determinação da idade em casos de refugiados menores de idade.

As novas instalações foram chamadas de Centros Anker (Âncora), onde a noção 'Anker' é uma sigla em alemão para 'Recepção, Processamento, Alocação e Deportação'. Somente aqueles que recebem asilo receberiam autorização para deixar os Centros Anker, e seriam então reinstalados em território alemão. Todos os requerentes de asilo que fossem proibidos de entrar seriam então "imediatamente deportados".

Seehofer elogiou a iniciativa como "um grande progresso" na resolução do problema. Seis centros de teste devem ser estabelecidos na Alemanha no outono de 2018, incluindo um na Baviera. Soeder também apoiou o plano dizendo que ele "não entende por que alguns estados alemães se recusam a estabelecer os Centros Anker" em seu território.

Alguns dos especialistas alemães, assim como especialistas, estão céticos sobre a iniciativa. 

"Não vemos nenhum benefício", disse Werner Schiffauer, especialista em migração e presidente do Conselho para a Migração, uma rede formada por cerca de 150 acadêmicos, à mídia alemã. Ele advertiu que colocar um grande número de refugiados em uma instalação provocaria uma maior "frustração" entre os solicitantes de asilo, o que levaria à agressão e à criminalização.

"Os conflitos serão alimentados pelo fato de que os requerentes de asilo sentirão que certos grupos estão obtendo tratamento privilegiado", afirmou o especialista. Cerca de um terço de todas as pessoas enviadas para os Centros Anker poderiam simplesmente "desaparecer", já que provavelmente tentariam permanecer ilegalmente na Alemanha, alertou Schiffauer.

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"Estabelecido] na tentativa de criar ordem e clareza, os Centros Anker apenas criariam o caos e levariam a uma maior criminalização", disseram os analistas.

No início de maio, a Alemanha testemunhou um incidente de alto perfil em um centro de refugiados usado para abrigar centenas de requerentes de asilo. Lá, uma multidão enfurecida impediu a polícia de deportar um imigrante togolês, provocando preocupações e debates sobre o fracasso do Estado em aplicar a lei e manter a segurança.

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