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'Colocar exército na rua não garante segurança', diz ex-comandante sobre decreto de Temer

© Foto / Tomaz Silva/Agência BrasilExército faz operação na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro.
Exército faz operação na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. - Sputnik Brasil
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O presidente Michel Temer publicou um decreto no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (22) em que autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições de outubro deste ano.

A Sputnik Brasil entrou em contato com o Coronel Íbis Pereira, ex-comandante-geral da Policia Militar do Rio de Janeiro, que disse que o emprego de Forças Armadas está previsto na Constituição, mas somente em casos extraordinários.

"As Forças Armadas podem ser chamadas para suplementarem as ações das policias, o problema é que no Brasil ao invés de promover as mudanças que precisam ser feitas para a segurança pública nós temos insistido na convocação das Forças Armadas violando o mandamento constitucional, porque esse emprego deveria ser extraordinário e não ordinário", explicou.

O decreto de Temer, sem detalhar como será a atuação dos militares, diz que a que a Presidência da República "autoriza o emprego das Forças Armadas para a garantia da votação e da apuração das eleições de 2018" e estabelece que "as localidades e o período de emprego das Forças Armadas serão definidos conforme os termos de requisição do Tribunal Superior Eleitoral".

O Coronel Íbis Pereira disse que nos últimos dez anos, o país já mobilizou as Forças Armadas mais de 60 vezes em 17 Estados diferentes e não foi visto nenhuma mudança efetiva.

"Não é despejando nas ruas contingentes de militares e policiais que vai resolver a questão da segurança pública. O Brasil é um país que não tem uma estrutura adequada de gestão da política de segurança", disse.

Em 2014, a ex-presidente Dilma Rousseff convocou 30 mil militares para atuar em 326 cidades durante as eleições.

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