Pyongyang rejeita lista de jornalistas que cobririam fechamento de instalação nuclear

© AP Photo / KCNALíder norte-coreano Kim Jong-un supervisiona o que seria uma versão miniaturizada de uma bomba de hidrogênio, ainda mais potente do que uma bomba atômica
Líder norte-coreano Kim Jong-un supervisiona o que seria uma versão miniaturizada de uma bomba de hidrogênio, ainda mais potente do que uma bomba atômica - Sputnik Brasil
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No começo do mês, a Coreia do Norte informou que permitiria que jornalistas da Coreia do Sul assistissem à paralisação do local de testes nucleares. No entanto, Pyongyang ainda não aceitou a lista de jornalistas enviada pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

Segundo o ministério, a lista foi submetida e rejeitada na sexta-feira. A lista foi reenviada na segunda-feira, mas foi rapidamente rejeitada pela Coreia do Norte mais uma vez.

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Em 12 de maio, a mídia norte-coreana afirmou que Pyongyang desmantelaria instalações em seu local de testes nuclear Punggye-ri em algum momento entre 23 e 25 de maio. O presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou a ação no Twitter, observando que o desmantelamento do único local de teste conhecido, foi "um gesto muito inteligente e gracioso".

A agência de notícias Yonhap informou na segunda-feira que após o anúncio de 12 de maio, a Coreia do Norte convidou quatro repórteres sul-coreanos de diferentes agências de notícias e uma empresa de radiodifusão para participar do evento de desmantelamento, embora pareça que estes quatro ainda não tenham sido aprovados. Alguns repórteres sul-coreanos, no entanto, deixaram Pequim para obter vistos norte-coreanos, na esperança de serem autorizados a cobrir o evento, informa a Yonhap.

O desmantelamento da área de testes envolve o colapso de todos os seus túneis com explosivos, bloqueando suas entradas e transferindo ou destruindo todas as instalações de observação, prédios de pesquisa e postos de segurança.

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A rejeição da Coreia do Norte à lista de jornalistas sul-coreanos segue o pungente anúncio de Pyongyang de que os combates aéreos do Max Thunder lançados por Seul e Washington na semana passada foram uma "provocação" e violaram a Declaração Panmunjom feita pelas Coreias do Norte e do Sul em 27 de abril de 2018. O acordo estabelece planos para melhorar as relações inter-coreanas.

Após o lançamento dos exercícios aéreos, a Coreia do Norte suspendeu as negociações com a Coreia do Sul e ameaçou cancelar as negociações com os EUA.

"Os Estados Unidos também terão que empreender deliberações cuidadosas sobre o destino da planejada cúpula norte-coreana-americana à luz dessa confusão militar provocada conjuntamente com as autoridades sul-coreanas", disse a agência de notícias oficial da Coreia do Norte em comunicado enviado à agência de notícias Yonhap, da Coreia do Sul, na semana passada.

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Em resposta aos comentários da Coreia do Norte, a Casa Branca divulgou um comunicado na tarde de terça-feira afirmando: "Estamos cientes da reportagem veiculada pela mídia sul-coreana. Os Estados Unidos vão analisar o que a Coreia do Norte disse de forma independente e continuar a coordenar-se com nossos aliados". 

Após a declaração, os EUA desviaram dois bombardeiros B-52 de sobrevoar a península, enquanto a Coreia do Sul e o Japão concordaram em evitar qualquer possível escalada.

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