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Ocidente conhece agente químico usado contra os Skripals há décadas, diz mídia alemã

© AP Photo / PA/Steve ParsonsPolícia britânica na área interditada, onde o ex-espião Sergei Skripal foi encontrado com sintomas de envenenamento
Polícia britânica na área interditada, onde o ex-espião Sergei Skripal foi encontrado com sintomas de envenenamento - Sputnik Brasil
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Uma amostra de Novichok (substância A-234), o agente nervoso supostamente usado para envenenar os Skripals no Reino Unido, foi obtida pela inteligência alemã nos anos 90, informou a mídia local. Desde então, a substância foi estudada e produzida pelos países da OTAN.

Os países ocidentais, incluindo os EUA e o Reino Unido, há muito tempo estão cientes da composição química do agente nervoso conhecido como Novichok, um grupo de meios de comunicação alemães relatou após uma investigação conjunta.

O inquérito, baseado em fontes anônimas, dá uma nova visão sobre a questão do agente nervoso que teria sido usado no envenenamento do ex-agente duplo russo Sergei Skripal e sua filha Yulia em Salisbury, no Reino Unido, em março.

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Os governos ocidentais conseguiram colocar as mãos na fórmula do que é descrito como "uma das armas químicas mais mortais já desenvolvidas", depois que o serviço de inteligência estrangeiro alemão, o BND, obteve uma amostra do agente nervoso de um desertor russo na década de 1990.

Um cientista russo forneceu à inteligência alemã informações sobre o desenvolvimento da Novichok por algum tempo após o colapso da União Soviética, informaram as emissoras alemãs de NDR e WDR, bem como os jornais diários Die Zeit e Suedeutsche Zeitung, citando fontes anônimas do BND. Em algum momento, o homem ofereceu aos alemães uma amostra do agente químico em troca de asilo para ele e sua família.

Uma amostra foi eventualmente contrabandeada pela esposa do cientista e enviada pelos alemães para um laboratório químico sueco, de acordo com as reportagens. Após a análise da amostra, os peritos suecos estabeleceram a fórmula da substância, que depois entregaram à Alemanha.

Por ordem do então chanceler alemão Helmut Kohl, o BND compartilhou a fórmula com os "aliados mais próximos" de Berlim, incluindo os serviços de inteligência dos EUA e do Reino Unido. Mais tarde, o Reino Unido, os EUA e a Alemanha criaram um "grupo de trabalho" especial encarregado de estudar a substância, que também incluía representantes da França, Canadá e Holanda.

"Alguns países da OTAN estavam secretamente produzindo o agente químico em pequenas quantidades", informaram os quatro meios de comunicação, acrescentando o que supostamente foi feito para desenvolver as contramedidas necessárias. No entanto, ainda não está claro quais Estados específicos estavam envolvidos na produção do Novichok.

A amostra do agente nervoso foi particularmente estudada por especialistas britânicos no laboratório de Porton Down. É por isso que eles supostamente foram rápidos em determinar a fórmula da substância usada para envenenar o ex-agente duplo Sergei Skripal e sua filha Yulia em março, diz o relatório.

Ao mesmo tempo, a mídia alemã admitiu que "Novichok não é mais um segredo há muito tempo", chamando a alegação das autoridades britânicas sobre a origem da substância usada para envenenar os Skripals como "precários".

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O governo britânico acusa a Rússia de envenenar os Skripals em Salisbury. Parte do argumento apresentado pela primeira-ministra Theresa May para a cumplicidade de Moscou é que a Rússia é o único país capaz de produzi-lo. Essa narrativa permaneceu em grande parte inquestionável dentro da grande mídia ocidental.

No entanto, o presidente tcheco Milos Zeman admitiu recentemente que seu país sintetizou e testou um agente nervoso da chamada família Novichok. Mais cedo, autoridades russas nomearam a República Tcheca — juntamente com a Eslováquia, a Suécia, os EUA e o próprio Reino Unido — entre os países que têm capacidade técnica suficiente para produzir o agente nervoso.

O órgão internacional de defesa de armas químicas, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), afirmou repetidamente que não pode identificar a fonte do agente que supostamente foi usado para envenenar os Skripals.

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