Coreia do Norte estaria vendendo clandestinamente TIs avançadas para todo o mundo?

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A Coreia do Norte desenvolveu uma sofisticada rede de intermediários e estruturas corporativas para vender seus produtos e serviços informáticos avançados aos mercados de todo o mundo, incluindo dos Estados Unidos, sem que os clientes conheçam a verdadeira origem dos produtos.

Foi isso que afirmou uma recente investigação do Centro James Martin para Estudos de Não Proliferação (CNS, na sigla em inglês), do Instituto Middlebury de Estudos Internacionais em Monterey (EUA).

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Assim, de acordo com o estudo, entre os produtos de tecnologia da informação (TI), secretamente exportados por Pyongyang, há desde websites e aplicativos simples até grandes blocos de software utilizados para criptografia de dados e redes privadas virtuais (VPN, na sigla em inglês), bem como leitores de impressões digitais e sistemas de reconhecimento facial.

Empresas invisíveis 

Para ocultar a origem dos ditos produtos, as empresas norte-coreanas recorrem a intermediários estrangeiros e registram empresas em outros países e jurisdições, como China, Rússia e países do Sudeste Asiático, segundo o estudo.

Eles também usam plataformas que oferecem serviços de TI efetuados por contratados ou trabalhadores independentes, como Freelancer.com e Guru.com, onde operam muitos agentes de empresas de tecnologia ligadas à Coreia do Norte, que usam esses sites para entrar em contato com potenciais clientes e aproveitar o caráter anônimo desse tipo de perfis.

Contornando sanções

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Como resultado, é possível encontrar programas informáticos norte-coreanos, por exemplo, em sistemas de monitorização rodoviária na Turquia, capazes de ler placas de veículos, ou em leitores de impressões digitais implantados em alguns escritórios do governo nigeriano.Inclusive, entre os consumidores da tecnologia norte-coreana, uma escola primária dos Estados Unidos é mencionada.

Embora as sanções da ONU não incluam diretamente o setor de TI norte-coreano, algumas das empresas investigadas pelo CNS estão diretamente ligadas ao Escritório Geral de Reconhecimento dos serviços de inteligência da Coreia do Norte, que se encontra sancionado pela resolução da ONU.

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