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Analista: objetivo dos EUA na Síria é impedir manutenção da influência russa

© AFP 2021 / Delil SouleimanSoldados norte-americanos na Síria
Soldados norte-americanos na Síria - Sputnik Brasil
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A Rússia acusou os EUA da criação de "zonas cinzentas" na Síria onde se escondem os terroristas. O especialista Vladimir Fitin explicou, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, por que os EUA podem beneficiar com a preservação da ameaça de renascimento do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) na Síria.

A Rússia receia que, após a saída dos militares norte-americanos da Síria, nos territórios controlados por eles possa renascer o Daesh. Isso foi declarado pelo representante adjunto da Rússia na ONU, Dmitry Polyansky, na reunião do Conselho de Segurança.

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"Antes de acusar a Rússia ou o Irã, digam: em que se baseia a presença dos militares norte-americanos na Síria e qual é seu objetivo real?", perguntou o diplomata, mencionando a criação destas "zonas cinzentas".

Em particular, ele se interessou pelo que se passa com as centenas de militantes do Daesh que estão nas mãos das forças leais aos EUA.

"Não está em curso nenhuma investigação em relação a eles, os países da origem dos terroristas vocês também não revelam", notou Polyansky.

O analista do Instituto de Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik explicou por que os EUA podem ser a favor da preservação da ameaça terrorista na Síria.

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"O objetivo principal dos norte-americanos na Síria é não deixar que a influência russa, junto com a iraniana, continue neste país. Por isso se faz tudo para que o nordeste do país permaneça um território não controlado pelo governo central. É por isso também que apoiam as unidades de autodefesa curdas com o contingente árabe sunita", ressaltou o especialista.

Ele disse ainda que não crê que os norte-americanos possam sair da Síria, já que falam disso há muito, mas não fazem nada. Fitin concluiu dizendo que, para os EUA, será vantajoso que os terroristas permaneçam na Síria e impeçam a "unificação do país árabe sob o governo de [presidente sírio Bashar] Assad ou qualquer outro presidente que tenha relações de amizade com a Rússia".

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