Autoridades ucranianas pedirão medida cautelar contra chefe da RIA Novosti Ucrânia

© Sputnik / Stringer / Abrir o banco de imagensAgentes de polícia ucranianos em Kiev, Ucrânia
Agentes de polícia ucranianos em Kiev, Ucrânia - Sputnik Brasil
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As autoridades ucranianas deram início à transferência do jornalista Kirill Vyshinsky, chefe da agência de notícias RIA Novosti Ucrânia, de Kiev para Kherson, onde ele deve ser alvo de uma medida cautelar.

Vyshinsky "está sendo transferido para Kherson, para que se escolha a medida cautelar", disse o advogado dele à Sputnik em conversa telefônica. 

O jornalista, que tem cidadania tanto ucraniana quanto russa, foi detido em Kiev nesta terça-feira durante uma operação das forças de segurança locais contra órgãos de mídia russos no país, acusados de promover uma "guerra de informação híbrida contra a Ucrânia". 

A detenção de Vyshinsky e a operação como um todo foram objeto de reprovação por parte da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que exigiu respeito à liberdade de imprensa. Em nota, o representante da OSCE para Liberdade de Mídia, Harlem Désir, pediu que as autoridades ucranianas abdiquem da imposição de limitações ao trabalho de jornalistas estrangeiros.

"Lembro que, de acordo com a Ata Final de Helsinque, os Estados participantes da OSCE se comprometeram a facilitar as condições sob as quais jornalistas de um Estado participante exercem sua profissão em outro Estado participante", disse Désir. "Isso se aplica ao credenciamento de jornalistas e correspondentes da imprensa estrangeira".

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Em 15 de maio, efetivos do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em ucraniano) invadiram o escritório onde trabalham os correspondentes da RIA Novosti em Kiev, tendo realizado buscas que duraram cerca de oito horas. No mesmo dia se tornou público que em Kiev foi detido o chefe do portal RIA Novosti Ucrânia, Kirill Vyshinsky. Ele é suspeito de apoiar as repúblicas autoproclamadas em Donbass e de traição. O SBU também realizou buscas no apartamento da correspondente da RIA Novosti na Ucrânia, Lyudmila Lysenko. Para além disso, o representante do escritório da RIA Novosti na Ucrânia, Andrei Borodin, está incontatável desde a manhã de terça-feira (15). Entretanto, na página do promotor-geral ucraniano Yuri Lutsenko, foram publicados documentos de Borodin, entre as fotos apreendidas durante as buscas no escritório da RIA Novosti Ucrânia.

O diretor-geral da agência de notícias Rossiya Segodnya, Dmitry Kiselev, declarou que as autoridades ucranianas devem liberar Vyshinsky imediatamente e parar de perseguir a mídia. A editora-chefe da Rossiya Segodnya e do canal RT, Margarita Simonyan, considera que o ocorrido é uma vingança pela Ponte da Crimeia. Ela destacou, no entanto, que o portal RIA Novosti Ucrânia não está juridicamente ligado à agência Rossiya Segodnya, sendo, sim, parceiro informativo da agência russa.

A chancelaria russa chamou as ações de Kiev em relação à RIA Novosti Ucrânia de arbitrariedade. Como declarou o ministro do Exterior russo, as ações de Kiev em relação aos jornalistas da RIA Novosti Ucrânia são inaceitáveis. A embaixada russa enviou ao Ministério do Exterior ucraniano uma nota de protesto exigindo parar as violações contra representantes da mídia. O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, também comunicou que o Kremlin espera uma reação dura por parte das organizações internacionais às ações do SBU.

Mais cedo, em 23 de abril, efetivos do SBU também detiveram Elena Edinovol, chefe do departamento da Crimeia do movimento Volontery Pobedy (Voluntários da Vitória), que também é acusada de traição.

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