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Policiais estavam em carro usado no assassinato de Marielle Franco, diz jornal

© Foto / Divulgação/Assessoria de Imprensa Marielle FrancoA vereadora Marielle Franco durante entrega da medalha Chiquinha Gonzaga no Dia Internacional da Mulher.
A vereadora Marielle Franco durante entrega da medalha Chiquinha Gonzaga no Dia Internacional da Mulher. - Sputnik Brasil
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Um policial militar da ativa e um ex-PM participaram do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista, Anderson Gomes, no dia 10 de março no Rio de Janeiro, segundo as informações de uma testemunha e que foram publicadas nesta quinta-feira pelo jornal O Globo.

A fonte das informações é a mesma que implicou o vereador Marcello Siciliano (PHS) no crime. A testemunha afirmou que o parlamentar queria a morte de Marielle por "estar atrapalhando" a atuação dele em setores controlados por milicianos no Rio, o que Siciliano nega – ele será ouvido novamente pela polícia.

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A reportagem revela que um policial lotado no 16º BPM de Olaria e um ex-policial militar do batalhão da Maré (este um dos mais criticados por Marielle) estariam no veículo Cobalt prata utilizado pelos assassinos da vereadora, há 60 dias. Outros dois homens já identificados também estavam no carro.

O quarteto seria ligado, segundo a testemunha, ao miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando de Curicica, que atua na zona oeste do Rio e que está preso na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9. Foi de lá que teria partido a ordem para assassinar Marielle, conforme teria sido acordado entre Araújo e Siciliano.

O relato da testemunha reforça uma suspeita antiga a respeito do assassinato da vereadora do PSOL: o envolvimento de policiais militares no crime. A publicação relembrou que a prisão de Araújo, no ano passado, foi acompanhada da detenção de quatro policiais militares que seriam os seus seguranças.

Também de acordo com O Globo, Siciliano já teve a sua "estreita ligação com milicianos" comprovada pela Polícia Civil do Rio, em investigações feitas entre 2013 e 2016, quando ele ainda não tinha sido eleito para uma cadeira na Câmara Municipal. Contudo, ele não foi denunciado pelo Ministério Público.

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Na noite desta quinta-feira, os investigadores realizarão a reconstituição do assassinato de Marielle. Por volta das 20h as ruas no local do crime serão fechadas. Testemunhas irão acompanhar os trabalhos da polícia, para auxiliar no esclarecimento de detalhes sobre o caso.

Uma das dúvidas que os policiais querem esclarecer é sobre o tipo de arma que foi usada para matar a vereadora e o seu motorista. Acreditava-se anteriormente que seria uma pistola 9 milímetros, mas agora a suspeita é que uma submetralhadora, que usa a mesma munição, teria sido utilizada pelos assassinos.

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