Merkel: Europa não pode mais depender dos EUA para sua defesa

© REUTERS / John MacDougallPresidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel, e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula do G20 em Hamburgo, em julho de 2017
Presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel, e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula do G20 em Hamburgo, em julho de 2017 - Sputnik Brasil
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A Europa não pode mais contar com os EUA na sua defesa e deve tomar as coisas em suas próprias mãos, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, durante uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron, que também declarou: "algo deve ser feito".

"Já não é mais o caso de os Estados Unidos simplesmente nos protegerem", disse Merkel em um discurso em homenagem ao presidente Macron, que chegou a Aachen para receber o prestigioso prêmio Charlemagne.

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Recebendo uma salva de palmas, Merkel afirmou: "A Europa precisa tomar seu destino em suas próprias mãos. Essa é a tarefa para o futuro".

A Europa tem que "agir em conjunto e falar com uma só voz", comentou ela, citada pelo jornal alemão Die Welt. "Mas, sejamos honestos: a Europa ainda está engatinhando em relação à política externa comum".

Falando depois de Merkel, Macron ponderou que "não devemos esperar, devemos fazer algo agora. Não sejamos fracos", acrescentou o presidente francês.

No ano passado, Merkel fez uma declaração semelhante, instando a Europa a se tornar menos dependente de seu aliado transatlântico.

"Os tempos em que podemos depender completamente dos outros estão no caminho de saída. Eu experimentei isso nos últimos dias", disse ela à multidão um dia depois de participar da cúpula do G7 na Itália.

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A chanceler alemã, que assegurou seu quarto mandato no início deste ano, reiterou que os europeus "devem realmente tomar o nosso destino em suas próprias mãos, naturalmente em amizade com os Estados Unidos, em amizade com a Grã-Bretanha, com boas relações de vizinhança sempre que possível, também com a Rússia e outros países".

No entanto, os países da União Europeia "têm que saber que temos que lutar pelo nosso futuro e pelo nosso destino como europeus".

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