Poeira lunar mata organismos vivos e ameaça toda a colonização do espaço

© NASAAstronauta Buzz Aldrin anda pela superfície lunar durante a 11 missão Apollo
Astronauta Buzz Aldrin anda pela superfície lunar durante a 11 missão Apollo - Sputnik Brasil
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A última pesquisa revela que o satélite terrestre – a Lua – não é o melhor candidato para abrigar a vida humana, considerando a peculiaridade da sua superfície.

Danos irreversíveis

Após uma série de experimentos, cientistas da Universidade de Stony Brook (Nova York) chegaram à conclusão de que a poeira lunar mata células dos organismos vivos e provoca mutações no DNA.

De acordo com os pesquisadores, astronautas e futuros visitantes que passaram longos períodos no único satélite natural do planeta Terra, sofreram mutações no DNA ao entrarem em contato direto com a poeira lunar.

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Cientistas verificaram durante experimentos que as células cultivadas artificialmente de organismos humanos e de camundongos foram expostas a partículas idênticas em composição química ao solo lunar. Como resultado, o funcionamento de cerca de 90% das células foi interrompido. No entanto, os pesquisadores estadunidenses não podem dar uma resposta clara quanto às razões desta influência negativa e irreversível, revela Rachel Kaston, responsável pelo projeto.

"Qualquer que seja o mecanismo que permite a poeira lunar afetar a saúde das pessoas, os futuros exploradores da Lua terão primeiramente que encontrar um meio de proteger-se de partículas menores, e somente depois efetuar longas viagens para o satélite da Terra", aponta a pesquisadora.

Planeta para robôs

Ao mesmo tempo, os especialistas russos opinam que a poeira lunar realmente pode penetrar com facilidade dentro da pele humana. Não obstante, durante permanências curtas no satélite terrestre, quantidades suficientes de poeira não terão tempo para entrar no organismo e danificá-lo.

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"A poeira lunar é muito viscosa, por isso quando os cosmonautas voltarem da superfície lunar para a nave espacial, trarão uma quantidade desse 'pó'. Consequentemente, pode afetar de modo negativo os exploradores do satélite terrestre. Até o momento, desembarques na  superfície lunar não foram suficientemente prolongados para que astronautas trouxessem quantidades de poeira nocivas à saúde. Ninguém ainda nunca visitou a Lua por um longo tempo", afirmou o funcionário da empresa espacial privada Dauria Aerospace, Vitaly Egorov.

Não obstante, os voos para a Lua enfrentam um obstáculo ainda mais sério do que a poeira lunar, acredita o especialista russo.

"Gravidade, radiação cósmica e ausência de oxigênio não permitirão aos humanos uma permanência longa na Lua. Ela [Lua] não é muito apta para humanos. Se falarmos sobre um futuro remoto, é mais possível que os robôs trabalhem na Lua. E se falarmos sobre voos de humanos para o espaço sideral, serão realizados para Marte e próximo da órbita lunar", concluiu.

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