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O que se tornou ponto de virada na relação de Putin frente ao Ocidente?

© Sputnik / Aleksei Nikolsky / Abrir o banco de imagensColetiva de imprensa anual de Vladimir Putin, 14 de dezembro de 2017
Coletiva de imprensa anual de Vladimir Putin, 14 de dezembro de 2017 - Sputnik Brasil
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Historiadora francesa e especialista em assuntos da Rússia, Helene Carrere d’Encausse contou em entrevista à edição suíça Basler Zeitung que acontecimentos se tornaram o ponto de virada na política externa do presidente russo Vladimir Putin.

Segundo a historiadora, no fim do século passado, a Rússia estava em uma situação de caos e os países ocidentais se aproveitaram da situação, ignorando a posição de Moscou na arena internacional.

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A atitude de desprezo do Ocidente e o bombardeio da Iugoslávia foram os dois fatores-chave na formação da política de Putin, acredita Carrere d'Encausse.

"A Rússia herdou da URSS o título de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Quando os países da OTAN decidiram bombardear Belgrado, deveriam ter convocado o Conselho de Segurança, mas não o fizeram, o que se tornou o ponto de virada para Putin […] Eles queriam mostrar à Rússia que tal não era importante. Mais tarde, ele se tornou primeiro-ministro, depois presidente. Seu objetivo era claro: nunca mais a Rússia devia ser tratada deste modo", opinou a historiadora ao jornal suíço.

Após chegar ao poder, o objetivo principal de Putin foi evitar o colapso do Estado e construir um país forte e centralizado, o que ele conseguiu, acha a especialista.

Falando do aumento das tensões entre a Rússia e o Ocidente, Carrere d'Encausse sublinha a importância de negociações e da busca compromissos.

"Putin é uma pessoa racional, com ele se pode negociar. O Ocidente não ganha nada com as sanções, antes pelo contrário: estamos perdendo um parceiro que pode ajudar a resolver outras questões", ressaltou.

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Ao mesmo tempo, a historiadora acrescenta que as sanções impostas à Rússia incentivam o país a fazer reformas e poderá levar Moscou a sair da crise com uma economia mais forte.

Em 6 de abril, Washington anunciou novas sanções contra os "esforços globais de desestabilização" alegadamente levados a cabo por Moscou.

A lista de sanções divulgada atinge ministros, deputados e senadores russos, grandes empresários, bem como empresas públicas e privadas.

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