Analista: Kim Jong-un se dedicou demais a armas nucleares para abandoná-las tão facilmente

© AP Photo / Jon Chol JinEm 3 de setembro, as autoridades da Coreia do Norte informaram ter realizado um teste bem-sucedido de uma bomba de hidrogênio que pode ser instalada em um míssil balístico intercontinental
Em 3 de setembro, as autoridades da Coreia do Norte informaram ter realizado um teste bem-sucedido de uma bomba de hidrogênio que pode ser instalada em um míssil balístico intercontinental - Sputnik Brasil
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Manifestantes sul-coreanos saíram às ruas para expressar apoio à reunificação das Coreias, com alguns segurando cartazes dizendo que o presidente norte-americano merece o Prêmio Nobel.

A Sputnik Internacional discutiu com o especialista coreano, Lee Sung-yoon, em que se baseia o progresso recente na península.

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Comentando o mérito do presidente dos EUA, Donald Trump, no progresso entre os dois países coreanos, o analista ressaltou ser muito cedo para afirmar que o discurso duro de Trump e sanções fizeram com que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, voltasse à mesa de negociações, que ainda nem começaram. Para ele, dar crédito a Trump pela aproximação coreana é um absurdo.

O analista assinalou que se trata da "desnuclearização da península coreana" e não somente da "Coreia do Norte", por isso, frisa, que "não estamos falando sobre desnuclearização do Norte em si, mas desarmamento ou diminuição da presença norte-americana na região".

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Lee Sung-yoon especificou que Kim Jong-un poderia ter acordado em fechar a zona de testes nucleares por não precisar mais dela, depois de efetuar seis testes nucleares em Punggye-ri, no nordeste do país.

Para ele, é mais provavelmente que o líder norte-coreano efetue teste termonuclear no espaço, assim como ameaçou no ano passado, sobre o Pacífico, e como os EUA e a União Soviética realizaram entre 1958 e 1962, demostrando ao mundo que a Coreia do Norte pode lançar mísseis balísticos intercontinentais na direção dos EUA.

O especialista ressaltou haver somente uma maneira de testemunharmos a desnuclearização completa da península coreana: "Só se Kim Jong-un receber séria ameaça financeira, política e de segurança, o que é pouco provável", porque a Coreia do Norte trabalhou por meio século no desenvolvimento de armas nucleares.

"Há poucas chances de a Coreia do Norte abandonar o programa, ainda mais agora que está à beira do avanço nuclear completo. É mais provável que a Coreia do Norte esteja tentando ganhar tempo e dinheiro para avançar, aperfeiçoar e completar o seu próprio arsenal nuclear", concluiu o especialista.

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